Comparando a rentabilidade real de investimentos: CDB, poupança, ação e renda fixa

Seguindo nossa filosofia de “investir com inteligência”, vou explicar como um investidor leigo deve comparar os investimentos a fim de escolher o mais rentável.

Para podermos fazer esses cálculos, precisamos lembrar que os três “devoradores” de rentabilidade são a inflação, o imposto de renda e a taxa de administração (e corretagem). Eu já escrevi um post completo sobre investimentos que são naturalmente protegidos pela inflação, mas vou retomar o tema pois acho importante.

A ilusão da rentabilidade: Inflação

A inflação é uma das maiores inimigas do investidor, pois ela corrói o valor do dinheiro silenciosamente.  Por exemplo: um investimento em CDB hoje rende 10% ao ano. Se tirarmos o Imposto de Renda (15% ou +) e a inflação (5%), a rentabilidade real é de apenas 4%!!!

Em geral podemos considerar que investimentos em ações são protegidos da inflação. O aumento do preço dos produtos compensam o aumento das matérias-primas.

Existem alguns investimentos que são livres de inflação, pois a receita é corrigida por este indicador. O investimento em imóveis para aluguel e as ações da Eletropaulo são dois exemplos. Esta última rende 16% de dividendos ao ano, que são livres de imposto e inflação (tarifa corrigida oficialmente pelo IGP-M). Isso é mais do que 4x a rentabilidade de um CDB.  Se alugarmos nossas ações, conseguimos mais 2% de rentabilidade –  chegando à quase 18%.

Apenas para ter uma idéia, o CDB levaria uns 20 anos para dobrar (2x) seu investimento. Já um investimento com 16% de rentabilidade anual líquida, levaria menos de 4 anos (em 20 anos multiplicaria por 32x).

Vamos para os exemplos:

Ações de empresas elétricas (Eletropaulo)
16% de dividendos + 2% de aluguel de ação

» Imposto de renda: 0% (a empresa já recolheu IR antes dos dividendos)
» Taxa de administração:  1% (apenas para considerar alguma corretagem de compra da ação)
» Inflação: 0% (tarifa corrigida pelo IGP-M)

Agora, existem algumas ações que são realmente protegidas pela inflação, que é o caso das empresas elétricas e de concessionárias de energia. O reajuste na tarifa da Eletropaulo, por exemplo, é feito com base no IGP-M. Então, se você recebe dividendos de 16% ao ano (estimados na data de hoje), este será corrigido.  Além disso, esses 16% já são líquidos de imposto de renda, pois dividendos são isentos (antes de distribuir dividendos a empresa já pagou imposto de renda de pessoa jurídica).

Rentabilidade real: 17%

CDB à 100% do CDI
10,83% de rentabilidade

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabiliade (De 365 dias até 720 dias – 17,5%)
» Taxa de administração: 0%
» Inflação: 5% do total aplicado
http://economia.estadao.com.br/grafico_cdi_prefixado.htm

Os CDBs são o produto que seu gerente mais gosta de oferecer. Isso acontece pois este dinheiro é usado para empréstimos pessoais com valores bem mais altos.

Rentabilidade real: 4%

Fundos de Renda Fixa
10% ao ano

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabilidade (De 361 dias até 720 dias – 17,5%)
» Taxa de administração:  2% (costuma varira entre 0,5 a 3,5%)
» Inflação: 5% do total aplicado

Rentabilidade real: 3,25%

Títulos do governo/Tesouro Direto
6,2% acima da  inflação

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabiliadde
» Taxa de administração:  0,5% (em grandes corretoras é possível conseguir taxas de 0,25% a 0,75% )
» Inflação: 0%

Rentabilidade real: 5,11%

Poupança
6% + TR (7% ao ano)

» Imposto de renda: 0% (Até 50 mil é isento)
» Taxa de administração:  0%
» Inflação: 5% do total aplicado

Rentabilidade real: 2%

rentabilidade__

Gráfico que mostra a rentabilidade de cada modalidade

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Veja quantos anos demora para você dobrar seu investimento

Finalizando…

Está claro que eu ignorei o risco dos investimentos neste texto, especialmente o de empresas que pagam dividendos. Existe sim o risco de concessão das hidrelétricas ou de apagão de energia.

Os CDBs também são muito mais arriscado do que títulos do governo e renda fixa, pois é um empréstimo direto para bancos. Por causa deste risco, eu só investiria em CDB se a rentabilidade líquida fosse bem maior do que os títulos públicos.

Não se esqueça: juro composto é seu aliado! Veja o que acontece com mil reais investidos por 22 anos:
»  CDB: R$ 2.000,00
»  Tesouro Direto:  R$ 3.000,00
»  Eletropaulo*:  R$ 31.600,00

* reinvestindo dividendos e capital em mais ações

Deu diferença?
Decisões inteligentes (e simples) tem grande efeito no longo prazo.

Deu diferença?
Decisões inteligentes (e simples) tem grande efeito no longo prazo.

Obs: Existe uma regrinha simples chamada “regra do 72″ para descobrir em quanto tempo seu investimento dobra. Divida 72 pela rentabilidade líquida, que você terá o tempo aproximado em anos.


Informações que precisamos saber antes de comprar uma ação

A era da informação nos proporciona mais dados do que podemos ler. Por este motivo, resolvi listar algumas informações básicas que devemos saber extrair sobre empresas no meio de tantas notícias e relatórios.

Ao escrever este post, estou supondo que você já escolheu as empresas utilizando algum método de mineração de ações. Caso não tenha escolhido, sugiro que leia o post sobre como encontrar ações para investir pelo método Joel Greenblatt, escrito pelo Allan.

A maioria das informações abaixo podem ser extraída no site de Relação com Investidor da empresa. Outros gráficos e indicadores retirei do site Fundamentus. Para alguns exemplos, vou usar a empresa Vale  cujos relatórios podem ser baixados no sitewww.vale.com.br/ri (Apresentação 2010 e Relatório Trimestral 4t09). Os indicadores e gráficos podem ser encontrados em Fundamentus: Vale5.

Distribuição da receita da empresa

Fico surpreso que muita gente não faça idéia de onde vem a receita da empresa. O ideal é visitar o site de Relação com Investidores da empresa e baixar os relatórios trimestrais e anual.  Anote detalhadamente quais são as principais fontes de receita da empresa.  Ao ler manchetes de jornal com notícias do tipoVale quer aumento de até 100% no preço mundial do minério de ferro o investidor poderá medir o efeito sobre a empresa com os dados abaixo:

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro
36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

Receita da Vale – Mix de produtos

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro

Aposto que a maioria pensa que a receita é quase que totalmente de minério de ferro, mas na verdade é apenas metade.

Obs: Outro exemplo é no caso da Brasil Foods. É essencial que o investidor saiba a distribuição de receita pois epidemias e barreiras comerciais são comuns no setor.

Outro fator importante para saber é, das principais receitas da empresa, qual a contribuição que elas tem sobre o lucro. À Saraiva, por exemplo, tem a maior parte da receita no varejo (lojas e e-commerce). Porém, o lucro que ela gera é até que “pequeno”. Já a receita que vem da editora Saraiva é pequena, mas tem uma margem de lucro gigantesca.

Receita da Saraiva (2009)

1 bilhão – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
335 milhões – Editora Saraiva

EBTIDA da Saraiva (2009)

49 milhões – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
78 milhões – Editora saraiva

Veja como é importante entender que a Editora Saraiva é responsável por por 1/4 da receita, mas gera mais da metade do lucro.

Distribuição geográfica da receita

Precisamos saber como a receita está distribuida geograficamente. No exemplo da Brasil Foods, precisaríamos ficar atentos quanto às proibições de venda de determinados tipos de proteína em países europeus. Às vezes um notícia pode causar pânico e derrubar os preços das ações de uma empresa, mesmo que o efeito sobre a receita da empresa fosse pequeno.  Neste caso, cabe ao investidor atento julgar e fazer cálculos rápidos para ver se o pânico no mercado é real.

Receita da Vale – Distribuição Geográfica

36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

No caso da Vale, por exemplo, sabemos que às notícias da China são bem mais importantes do que os Estados Unidos.

Gráfico da  evolução da receita e lucro líquido (trimestre a trimestre)

A evolução da receita nos dá uma boa idéia da sazonalidade da empresa e do tipo de crescimento. Isto será importante na hora de ler um relatório trimestral. Empresas como Saraiva (editora e varejo) e Le Lis Blanc (roupas) só fazem lucro no primeiro e último trimestre , então o meio do ano sempre será fraco. Uma notícia do tipo “Le Lis Blanc tem prejuízo no segundo trimestre”,  é  quase que óbvia.

Gráfico da evolução do lucro líquido da Saraiva (SLED4) SLED4_lucro_trimestre O gráfico acima mostra para o investidor da Saraiva que os lucros são feitos no primeiro  último trimestre (1T e 4T).

Gráfico da  evolução da receita (ano a ano)

Existem empresas que tem grande sazonalidade de receita por diversos motivos. A Confab, por exemplo, depende de poucos clientes e grandes pedidos, causando grande oscilação na receita.  Agora existem outras empresas que, apenas olhando para o gráfico, podemos ver que são “empresas de crescimento”. Essa denominação é dada àquelas que estão em fase de reinvestimento de capital, pois ainda tem muito espaço para crescimento.  É o caso de Weg, Marcopolo, Randon.

Gráfico da evolução da receita da Confab CNFB-evolucao-receita Podemos notar uma forte oscilação na receita, devida à dependência de poucos contratos.

Gráfico de evolução da receita da Weg

wege3

Crescimento constante e quase que ininterrupto.

Obs: A taxa média de crescimento anual dos últimos 5 anos pode ser obtida no site Fundamentus.

Dividendos e Pay-out

Um gráfico muito interessante é o que mostra o lucro líquido e os dividendos pagos nos último anos. Veja abaixo o gráfico da Marcopolo (POMO4):

dividendos pomo4É fácil notar que a Marcopolo distribui quase 60% de todo o lucro para os acionistas na forma de proventos (dividendos e juros sobre capital). Com este gráfico em mãos, podemos ter uma boa idéia de quanto iremos receber por ano.

Uma outra utilidade deste gráfico é notar se a empresa é uma boa pagadora de dividendos, pois nem toda empresa mantém a essa regularidade (por lei, pelo menos 25% do lucro precisa ser distribuído).

Obs: Esse número (60%) é chamado de pay-out e é calculado dividindo-se os proventos pelo lucro dentro de um ano.

Gráfico do lucro líquido vs Receita = Margem

Comprar o gráfico do lucro líquido com receita é interessante, pois podemos ver qual é a flexibilidade da margem de lucros. Algumas empresas tem o custo fixo baixo e dificilmente dão prejuízos, pois uma redução na receita é quase que proporcional a redução no lucro (a Natura, por exemplo). Agora uma empresa como a Tam, que tem o custo atrelado ao preço do petróleo, fica com a margem muito instável. Eu prefiro empresas que não dão prejuízos, pois como diz Lirio Parisotto: “Empresas que não dão prejuízos, não quebram”.

Relatório trimestral

Você deveria ler o último relatório trimestral inteiro antes de comprar uma ação. Não basta ler a primeira página, pois ela sempre pode “esconder” informações preciosas. Às vezes a mídia também pode nos enganar, mesmo que sem querer.

A)De onde vem o lucro?

Muitas vezes lemos notícias do tipo  “Lucro da empresa XYZ cresce 1.000% “.  Mas podemos ter várias situações perigosas.

  1. O lucro pode ter  crescido muito percentualmente, pois o lucro do ano passado foi quase zero .
  2. O lucro, na realidade, foi proveniente de uma operação não-recorrente. Por exemplo, a empresa XYZ vendeu um terreno que não estava utilizando. Este tipo de operação ocorre muito freqüentemente e pode enganar o investidor desinformado.
  3. O lucro foi de uma especulação cambial e você poderá confirmar isso na parte de Resultado Financeiro.

B) Como está a liquidez e endividamento?

O relatório sempre traz uma nota explicativa sobre a distribuição do endividamento ao longos dos anos. É importante saber como está distribuído o endividamento para os próximos anos e em qual moeda (dólar, real, euro). Podemos também tirar alguns indicadores de liquidez no site do Fundamentus.

Se pegarmos o exemplo da Vale,  sabemos que a Liquidez Corrente está em 2 ou seja, ele tem 2 reais para cada 1 que deve no curto prazo (bom!).

No Fundamentus também podemos olhar a dívida líquida. Este indicador é calculado pegando a dívida bruta total e subtraindo as disponibilidades (caixa).

Algumas empresas possuem dívida líquida negativa, o que significa que elas tem mais dinheiro em caixa do que devem (É o caso da Grendene). Isso mostra que a empresa é saudável e nos dá indícios de que é pouco alavancada.

C) Quais as principais despesas e custos? O investidor também precisa descobrir a distribuição de despesas e custos da empresa. No caso de produtos, estará na parte de Custo do Produto Vendido. Já no caso de prestação de serviços, estará em Custo do Serviço Prestado.

Não precisa saber nos detalhes, o importante e notar quais os principal “ralos” que comem a receita.  Na Vale, por exemplo, podemos ver que 20% das despesas estão relacionadas ao custo da matéria prima, enquanto que o gasto com energia elétrica é de pouco mais de 16,4% e  o de salários, 15%.  Isso nos dá um bom indício que devemos ficar preocupados com o custo da energia elétrica e gás no Brasil. Especificamente nesta empresa, o aumento do custo da mão de obra é menos perigoso do que o da energia, já que temos escassez do gás  e problemas diplomáticos. A Natura gasta 35% da receita líquida com despesa de vendas, que é maior do que o custo de matéria prima e embalagem (26%).

Conclusão

Resolvi escrever este post pois algumas pessoas queriam saber por onde começar a estudar a empresa, depois de escolhê-la. Eu acredito que o investidor comum  não precisa saber fazer um valuation da empresa: deixe isso para os bancos. Preocupe-se com informações que irão ajudá-lo a entender como a empresa pode se comportar no futuro e como as notícias do dia-a-dia podem influenciá-la.

Não quis entrar em detalhes mais “técnicos”, mas é muito útil saber o básico de contabilidade, especialmente entender o fluxo do Demontrativo de Resultados (DER), os balanços e indicadores.

Oferta pública de Debêntures da BNDESPar – Uma alternativa interessante ao Tesouro Direto

bndes logo

Começou nessa última terça-feira (24/11/2009) o período de reservas da oferta pública de Debêntures da BNDESPar. Eu particularmente gosto desse tipo de investimento, por isso acredito que vale a pena explorar um pouco o assunto aqui no blog.

O que são e para que servem as Debêntures?

As Debêntures são uma forma das empresas captarem dinheiro. A grosso modo, é como se elas fizessem um empréstimo em que o credor é o investidor que opta por comprar as debêntures emitidas.

Essas Debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo que as companhias emitem e que confere ao investidor que comprou o título um direito de crédito sobre ela.

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Cobertura do primeiro Investcamp

investcamp

Estivemos na primeira edição do Investcamp, um evento aberto com oficinas e bate-papos sobre finanças pessoais, investimentos e economia organizado pelo blog Dinheirama, home-broker LinkTrade e agência Pólvora! Comunicação.

A idéia deste tipo de evento é reunir investidores para discutir abertamente sobre os temas propostos, e não apenas ouvir o monólogo de um palestrante. Eu e Allan ajudamos na moderação das discussões, que aconteciam paralelamente em duas salas no The Hub.
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12 dicas de como economizar no Imposto de Renda

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A maioria das pessoas tem toda renda baseada em “dinheiro 50%”. O investidor Robert Kiyosaki, autor de vários livros da série “Pai Rico”, costuma chamar o trabalho assalariado desta forma, pois metade do dinheiro acaba indo para o governo.

Muita gente desconhece, mas existem investimentos totalmente isentos de IR (“dinheiro 0%”). Também existem muitas formas legais de economizar impostos, conforme veremos abaixo.

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Achando ações para investir: A fórmula mágica de Joel Greenblatt

Escolher uma ação - Joel Greenblatt Uma das maiores dificuldades que tenho na hora investir é achar ações de empresas boas com bons descontos nos preços. O economista Joel Greenblatt propôs em seu livro “Little Book” uma fórmula “mágica” e fácil para garimpar essas ações sub-precificadas.

A fórmula de Greenblatt tenta achar empresas saudáveis e lucrativas e que estejam sendo vendidas a um baixo valor. Para isso, ela relaciona dois indicadores fundamentalistas muito famosos, o P/L e o ROE.

O P/L é um indicador que relaciona o preço da ação com o lucro líquido por ação. Quanto menor, melhor. Ele nos dá uma idéia se o preço do papel está barato ou caro. Aqui no Investidor Jovem exploramos bastante esse indicador. Você pode entender um pouco mais sobre ele aqui e aqui.

O ROE (da sigla Return on Equity) é calculado a partir do lucro líquido da empresa e seu patrimônio liquido. Quanto maior, melhor. O indicador representa quanto uma empresa consegue gerar de lucro em relação ao capital investido pelo acionista. Ele nos dá uma idéia de como anda a saúde financeira da empresa.

A fórmula de Greenblatt é bem simples de ser calculada. São três passos básicos:

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Entendendo o investimento em imóveis (para aluguel)

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Aviso! Este post foi corrigido em 18 de agosto, pois as contas anteriores apresentavam falhas no cálculo do financiamento. Além disso, acrescentei despesas de reformas e comparei o retorno sobre investimento para os cinco primeiros anos.

A queda dos juros para o menor patamar da história “incomodou”, pois os investimentos em renda fixa estão rendendo bem menos.

Uma das opções para quem procura investimentos mais rentáveis é a compra de imóveis para aluguel. O financiamento está mais barato, permitindo o alongamento do prazo e a redução do capital inicial.

Alugar um imóvel financiado é uma forma de alavancagem, pois você está recebendo dividendos (“aluguel”) sobre 100% do imóvel, mas é “dono” apenas uma parcela dele. Com os juros cada vez menores, esse tipo de investimento é cada vez mais atrativo.

Neste post vou mostrar como funciona a matemática básica de um investimento em imóvel visando aluguel. Não é loteria ou sorte, é matemática financeira. Com alguns cálculos, conseguiremos comparar o investimento em imóveis com outros e definir uma taxa mínima de aluguel que queremos receber.

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Desmistificando o P/L

peg-pegAprender o indicador P/L me deu um grande ânimo para começar a estudar a análise fundamentalista e incrementar minha “mineração” por boas ações.

É fácil entender o conceito básico por trás desse múltiplo, mas só depois de alguma convivência comecei a perceber a essência e os perigos por trás desse número mágico.

A maior crítica é que este indicador costuma sub-precificar empresas de forte crescimento e sobre-precificar as de baixo crescimento.  Uma empresa de e-commerce com crescimento anual de 15% com mesmo P/L de uma empresa elétrica com crescimento de 6% não pode ser “precificadas” da mesma forma.

Para tentar normalizar este “erro”, existe um indicador que pondera o P/L pelo crescimento chamado PEG, mas não vou entrar em detalhes porque não gosto dele.  Acho bem mais interessante mostrar porque uma análise de P/L pode apresentar resultados tão distantes do valuation.
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4 indicadores para analisar antes de comprar uma ação

Indicadores Toda vez que alguém me pergunta se deve ou não comprar uma ação eu sempre acabo perguntando a mesma coisa: Você já deu uma olhada no P/L, no P/VP, no Divident Yield e na Liquidez Corrente?

Esses 4 indicadores não garantem uma certeza absoluta de sucesso, mas se um investidor que está começando agora, analisar pelo menos esses 4 números antes de comprar uma ação, a chance dele fazer besteira diminui, e muito.

Descobrir esses indicadores é bem fácil. Basta entrar no site Fundamentus e buscar pela ação desejada.

P/L menor ou igual a 8

Já expliquei mais detalhadamente o indicador nesse post. Resumidamente podemos entender esse indicador com uma simples analogia: Suponha que você tenha investido R$1.000,00 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro igual ao valor que investiu inicialmente, ou seja, um lucro de R$1.000,00.

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Começou a feira de franquias ABF em SP

abf1Com os juros cada vez menores, os investimentos em fundos de renda fixa e títulos do governo estão cada vez menos atrativos. Por este motivo, abrir um negócio próprio fica cada vez mais interessante (no economês, o “custo de oportunidade” dos investimentos caiu).

Uma opção para quem não se contenta com os 6% de juros reais da poupança e renda fixa é a abertura de uma franquia.

Estive ontem na feira de franquias ABF Franchising Expo 2009 no Expo Center Norte. A feira vai até o sábado (20/06) e reúne mais de 250 expositores.

No evento encontrei opções para todos os bolsos: desde franquias de 50 mil reais, até algumas de mais de 1 milhão.

Por ser totalmente leigo no assunto, resolvi consultar algumas franquias de varejo para entender como funciona a margem e despesas. Em geral, a média da margem bruta de um produto costuma variar entre 120% e 150%. Isto é, você compra por R$ 1,00 do franqueador e vende por R$ 2,20 a R$ 2,50.

Ao perguntar sobre a margem líquida obtive sempre a mesma resposta: “depende”. Além da sazonalidade de muitos produtos, a margem vai variar de acordo com o as despesas operacionais, desempenho do empreendedor, local do estabelecimento, etc. Mas em “média” que me passaram seria algo entre 10% a 20%.

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