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Dicas de como levantar dinheiro para sua startup

Nesse post vou contar um pouco sobre a experiência que tivemos ao levantar dinheiro para a startup Kekanto, na qual eu sou co-fundador junto com Allan Panossian (escritor desde blog e co-fundador) e Fernando Okumura (CEO e co-fundador).

Conseguimos !!!!

Levantamos dinheiro da Accel Partners, um dos maiores fundos de capital de risco (=Venture Capital, VCs).  A Accel investiu cedo em empresas como Facebook, Groupon, Dropbox, Macromedia e agora, no Kekanto! Na rodada também entrou a Kaszek Ventures, fundo de investimentos liderado pelos cofundadores do MercadoLibre. Não tenho muito experiência nesse assunto, mas vou compartilhar o que aprendi durante o processo desde a decisão de levantar dinheiro até o fechamento do negócio.

Quando levantar dinheiro?

No começo optamos pelo modelo de “bootstraping” e levamos a empresa com dinheiro próprio, pois sabiamos que conseguiríamos lançar o beta do produto (sou programador). Apesar de termos conversado com fundos desde o primeiro mês de empresa, mantivemos as negociações frias e optamos por levantar uma primeira rodada quase um ano depois com investidores anjos. Nesse tempo conseguimos melhorar bastante o produto e crescemos em acesso e conteúdo – isso provou que o modelo estava certo e o mercado era bom. Se tivéssemos levantado dinheiro muito cedo, teríamos que abrir mão de uma parcela maior de participação. Poderíamos  manter a empresa com recursos próprios, até porque já tinhamos alguma receita, mas resolvemos captar dinheiro para poder desenvolver nosso produto e crescer mais rápido. Também sentimos um aquecimento muito forte no nosso mercado (geolocalização, negócios locais, mobile, ofertas).

Investidores Anjos

Florian Otto (CEO do Groupon Brasil) e Vinicius Marchini (sócio do BR Partners) foram nossos investidores anjos e o dinheiro que recebemos foi usado principalmente para ajudar a montar uma equipe de alto nível. Ter o “carimbo” de confiança de pessoas físicas relevantes para o nosso negócio é extremamente relevante. O fato deles terem arriscado o  próprio dinheiro em um mercado que eles entendem é um bom atrativo para os fundos. Eles também ajudaram na rede de contatos com fundos.

Partindo para o “Series A” (primeira rodada)

Com um produto mais redondo, sentimos que estava na hora de aquecer as conversas com os investidores grandes. Já havíamos conversados com quase uma dezena nesse meio tempo,  mas sem ganhar tração. Resolvemos então acelerar as conversar e partir para  a primeira rodada grande de investimentos.

Peça tração!

Se quiser receber term-sheets (=propostas), peça tração e pressione os fundos. Só quando começamos a pedir propostas, elas começaram a chegar. Um ponto importante nesse passo é que eles não tem incentivo nenhum em te dar um “não” e vão tentar mostrar interesse, mesmo se não tiverem intenção de investir. Eu acho isso bem ruim, pois nunca temos certeza se existe interesse. Se eles não te ligarem mais, provavelmente eles não querem.

Fundos estrangeiros vs. brasileiros

Existe uma diferença enorme entre os fundos daqui e de lá. Os fundos brasileiros são muito apegados a modelo de negócio sólidos e com projeção de receitas, enquanto que os americanos se preocupam mais com o time e o produto. A minha impressão é que pelo fato dos fundos brasileiros serem pequenos, eles só podem apostar em poucas empresas e não podem correr o risco delas darem errado. Isso acaba com a essência de venture capital. Enquanto um fundo brazuca investe em 10 empresas, o americano tem um portfólio de mais de 100.

Escolhendo o parceiro…

Se você fez a lição de casa direitinho, estiver num mercado grande e com uma equipe sólida, provavelmente terá alguns term-sheets na mesa. Nós escolhemos a Accel pois, além de ser um dos maiores fundos, eles tem um alinhamento extremamente grande sobre a visão do nosso negócio e a estratégias para os próximos anos. Levamos em consideração também o conhecimento que eles tem, pois viram o Facebook e Groupon nascerem. No nosso caso não existiu leilão de propostas e sim uma escolha estratégica. Até havia proposta com valores semelhantes, mas a sensação de sintonia é essencial pois é um casamento para o resto da vida da empresa.

A parte jurídica e os termos complicados

É essencial ter uma consultoria jurídica, por mais cara que ela possa ser. É importante entender todos os termos e estar confortáveis com eles, pois você está assinando um “casamento” que vai durar para sempre. O Fernando liderou essa parte com escritórios de advocacia locais e estrangeiros e todos nós aprendemos muito. A parte boa é que os fundos americanos tem termos padrões para cada rodada de investimentos (chamado de plain vanilla) e você pode aprender o que cada um deles significa na internet.

10 dicas para quem quer levantar dinheiro para startup

1) Monte um time

O time é a peça mais importante do quebra cabeça. Ele precisa ser balanceado e ter conhecimento nas principais áreas da empresa. O Kekanto exige pessoas que entendam marketing, tecnologia, negócios, tendências, mobilidade, geolocalização e inovação. Um erro muito comum cometido por empreendedores brasileiros é montar um time fraco. Montar o time inicial fraco é o pior erro, pois pessoas ruins são como um câncer para empresa: elas contratam mais pessoas ruins. Também vejo empresas com “core” em internet que não tem nenhum técnico e isso é quase que uma exigência hoje em dia.

2) Pense grande e escolha um mercado grande

Pensar grande é uma pré-requisito para levantar dinheiro com fundos bons.  Mesmo que for um negócio de nicho, precisa ser algo que tenha o mercado suficientemente grande. Se for fácil algo bem escalar, melhor ainda.

3) Mostre inteligência

Dinheiro não faz milagre! Mostrar soluções inteligentes que fizemos para problemas do dia-a-dia é uma forma de mostrar eficiência. Uma empresa com time fraco que levanta dinheiro só vai potencializar as besteiras, enquanto que uma empresa com time inteligente vai fazer milagres.

4) Consiga introdução para fundos

Boa parte dos investimentos realizados pelos grandes fundos é por indicação de conhecidos, e não por pitches de startups. Conseguir uma introdução pessoal e de confiança é muito importante. No nosso caso, nosso investidor anjo e CEO do Groupon (Florian Otto) nos introduziu a Accel da forma mais eficiente: “Ei, esse aqui é o co-fundador do Kekanto e, uma empresa que acabei de investir”. Eu sou um pouco cético nos eventos de pitches de startups. Até participamos de um, mas para levantar dinheiro com os grandes o melhor caminho é a rede de contatos.

5) Tenha foco

Os co-fundadores precisam estar 100% focados no negócio. Porque um fundo iria investir na sua empresa, se nem você acredita 100% do seu tempo nela? Levantar dinheiro com os peixes grandes do mercado exige foco total (isso é um pré-requisito, não uma recomendação).

6) Não perca tempo com modelos de negócio

Foque no seu negócio e não em projetar receita de 5-10 anos de um produto que você nem descobriu ainda qual é. A chance de você acertar as projeções é mínima e a maioria das startups precisam “pivotar” e seguir rumos não previstos. Hoje o modelo de negócios não é uma exigência para abordar um fundo. Você precisa saber apenas as  premissas de tamanho de mercado, potencial de clientes e estimativa de custos.

7) Não vá direto para os fundos classe AAA

Uma coisa que eu notei é que a cada conversa que tínhamos, nosso discurso ficava cada vez mais perfeito. As perguntas ficavam repetitivas e já tínhamos as melhores respostas para cada uma delas.

8 ) Tenha um sócio que entenda de negócios e tenha contatos

Não acredito que conseguiríamos levantar de um fundo AAA sem o Fernando. Além de ter muitos contatos em diversas áreas, ele entende muito de negociação e área jurídica. Estudou em  Wharton e Stanford e passou pelas empresas  Mckinsey, BCG e JP Morgan. Caso não consiga um sócio nesse perfil, procure mentores ou pessoas para entrar no board de conselheiros. Geralmente elas levam participação na empresa e algumas vezes um salário fixo.

9) Seja conservador ao estimar o tempo

O processo de investimento sempre demora mais do que o previsto. No nosso caso, ficamos quase 4 meses entre assinar a proposta e receber o “cheque”. Seja conservador na hora de estimar o tempo que vai levar.

10) Execução é importante

Saber executar e montar um belo produto é muito importante. Tem gente que acha que o segredo está na idéia da startup, mas o que faz o sucesso é saber executá-la. Veja Google, YouTube e Facebook que lançaram produtos que já existiam, mas conseguiram dominar. Não tenha medo de compartilhar idéias com investidores, muitos deles vão te dar feedbacks e ajudar a melhorá-las.

Finalizando

Gosto muito de trocar idéias com empreendedores e quem quiser pode entrar em contato pelo Twitter (@brunoyoshimura) ou Linkedin. “Start Small. Think Big. Move Fast”.

Co-fundadores

Fundadores

Allan Kajimoto, Fernando Okumura e Bruno Yoshimura

Na Mídia

Accel Invests in Brazilian Review and Search Site 02/12/2011
Accel Backs Brazilian Social Local Reviews Site Kekanto 02/12/2011
Rede social brasileira Kekanto tem novos sócios 02/12/2011

Como investir em imóveis para aluguel com inteligência e ganhar muito dinheiro!

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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Se você pretende investir em imóveis e quer ter um retorno acima da média, leia este post por inteiro. Compilei as principais dicas de alguns livros e da pequena experiência que tive neste meio, especialmente com imóvel comercial de rua. Para a maioria das pessoas, investir em imóveis parece algo muito “chato” e difícil, mas a realidade é que, assim como em outras modalidades de investimentos, é preciso ter inteligência e conhecer o mercado. Boa parte dos investidores aceita ter um retorno “medíocre” e investe em imóveis residenciais no lançamento ou compram imóveis com preço acima do mercado. Assim como você, eu quero ter uma rentabilidade acima da média, então vamos ao que interessa:

Como achar uma pérola?

Se engana quem pensa que o melhor local para encontrar um imóvel é o jornal e a internet. Para encontrar um excelente negócio, o “mercado” não pode ter olhado para ele ainda. A partir do momento em que o vendedor coloca uma placa de “vende-se”, vários corretores o abordam e fazem uma guerra para ver quem ilude mais o vendedor com um promessa de preço astronômico. Isso deixa o valor do imóvel acima do  mercado e longe da nossa “pérola” (A única exceção seria durante uma crise imobiliaria, aí sim você conseguiria um bom preço em imóveis de classificados).

Vejo duas opções para encontrar um bom negócio:
1) Sua rede de contatos: deixe as outras pessoas saberem que você está procurando imóveis e diga que já tem o dinheiro. Isso vale para corretores e amigos.  Quando um excelente negócio aparece e o “mercado” ainda não sabe, o corretor vai oferecer para o comprador que tem dinheiro e é rápido na negociação. Também é possível que algum amigo seu precise de dinheiro e queira queimar o imóvel rapidamente a preço abaixo do mercado.

2) Oferta ativa: saia na rua, procure imóveis do seu interesse e faça uma proposta. Esta última opção leva tempo e  lábia, por isso eu prefiro a primeira. Pensar na cabeça de um corretor ajuda muito. Pense porque ele escolheria você no meio de uma  carteira com dezenas de  investidores potenciais que ele tem? Um  fator que também influencia nesta decisão é  tipo de imóvel à venda: residencial para aluguel, comercial para reforma, comercial já alugado, etc. Deixe claro a sua intenção para o corretor para que ele lembre de você quando aparecer um imóvel do seu tipo. Mantenha contato próximo e fale frequentemente com ele. Uma terceira alternativa é fazer a sua própria pérola. Neste caso você precisa ver uma oportunidade onde o dono não viu. Existem muitas formas de fazer a própria pérola: você pode  transformar um imóvel residencial em um comercial, dividir um imóvel comercial em duas partes, mudar o zoneamento na prefeitura para permitir outros tipos de inquilino, desenrolar um imóvel judicialmente, corrigir o valor do aluguel à mercado, reformar o imóvel, etc. Uma vez eu li em um livro uma história de um investidor criativo que compra conjuntos habitacionais, cobra aluguel adicional de vagas cobertas, instala máquinas de refrigerante e de lavar roupa.  Seja criativo! Arrume uma forma de melhorar a renda de um imóvel e depois poste nos comentários.

Quanto posso pagar?

A maioria das pessoas se preocupa mais com o preço por metro, a largura da fachada, etc.  Para mim, o número que mais me interessa é quanto de aluguel posso conseguir com o imóvel. Neste post vou me manter em imóveis comerciais (lojas de rua), pois é a única área que eu entendo. Para ter uma boa idéia do aluguel da região basta perguntar para os lojistas vizinhos e corretores da região. Geralmente eles falam a verdade e dá para ter uma boa idéia. Uma vez eu abordei um lojista elogiando a reforma e rapidamente descobri o valor. Vamos ver um exemplo para saber quanto posso pagar por um imóvel: Supondo que nosso vizinho lojista paga R$ 1.000 de aluguel por mês, quanto eu posso pagar neste imóvel? O mercado de hoje está aquecido e existem investidores mais preguiçosos que aceitam até 0,65% de renda de aluguel em um imóvel comercial de rua já alugado. Isso significa que este imóvel valeria no máximo R$ 154.000,00. Eu aceitaria pagar até R$ 100.000,00, pois ainda temos que considerar os custos de uma reforma básica, os gastos de transferência de imóvel e a comissão do corretor na venda.

Reformar pouco ou muito?

Imagine que você compre um imóvel residencial para transformar em comercial, ou um comercial bem feio que precisa de reformas. O que fazer? Uma dica que eu aprendi na prática é que existem duas opções (ambas interessantes): 1) Reforma total: Se você quer vender o imóvel depois de alugar para ter um ganho de capital rápido, o mais interessante é reformar o imóvel por completo para garantir um valor de aluguel maior. Alguns lojistas não gostam de reformas e preferem pagar até 20% a mais de aluguel em um imóvel bem acabado. Deixe o imóvel pronto para uma loja básica:  vitrines, fiação elétrica, portões, etc..  Pode ser mais caro, mas posso dizer que essa diferença que você vai conseguir no aluguel reflete diretamente (e linearmente) no preço de venda do imóvel. Um investidor que gosta de comprar imóveis alugados para renda vai fazer aquela continha de precificação baseada no aluguel do imóvel. Se pegarmos nosso exemplo do imóvel de R$ 100 mil reais e colocarmos R$ 10 mil em reforma, poderíamos alugá-lo por R$ 1.200. Se fizermos a  precificação do imóvel a 0,65% de renda, nosso valor pularia para R$ 184.616. UAU!!! Um ganho líquido de 24 mil (34 mil de valorização menos 10 mil de reforma). 2) Reforma rápida: Se você pretende viver de renda de aluguel por muitos anos, a melhor coisa a se fazer é  uma reforma nos itens essenciais e deixar que o lojista faça o resto de próprio gosto. Muitas vezes as franquias exigem uma especificação rígida de projeto, então eles costumam aceitar um imóvel bem crú e mal acabado. Provavelmente vão pedir um ou mais meses de carência, pois o dinheiro da reforma sai do bolso dele, mas vale a pena. Neste caso, o ideal é gastar o mínimo possível, pois reduz a necessidade de capital para este investimento e aumenta o retorno. O aluguel vai ser ajustado pela inflação anualmente, mas é possível pedir uma “corretiva” a partir do terceiro ano de acordo com a flutuação do mercado. Apesar de você ter aceitado um aluguel abaixo do mercado, em poucos anos poderá cobrar o justo.

Mais algumas dicas

  1. Tenha dinheiro em mãos no banco e garanta que o dinheiro do “sinal” da compra de algum imóvel esteja disponível no seu banco;
  2. Faça um bom relacionamento com um banco e centralize o seu dinheiro nele. Com isso, você poderá ter uma crédito pré-aprovado imobiliario bem alto. Hoje alguns bancos liberam a proposta de financiamento no mesmo dia (o Itaú)!
  3. Para mim, o maior ganho em um investimento em imóvel se faz na compra….
  4. …  e o segundo maior ganho está na reforma seguida do aluguel;
  5. Peça nota fiscal de todos os gastos com o imóvel para lançar no imposto de renda como melhorias. Isso reduz o imposto de renda na hora da venda.

Concluindo…

Investir em imóveis não é difícil e não exige contas complicadas. A reforma é o principal preço que se paga por um retorno acima da média, mas isso eu acho bom! Se as pessoas gostassem de reformas, não daria para ganhar tanto dinheiro com isso. Ainda existe o mito de que investir em imóveis dá muito trabalho e pode ser arriscado. Se você seguir essas dicas, especialmente a de precificação, o risco reduz bastante. O trabalho sempre existirá, mas este será recompensado pela valorização do seu dinheiro. Se você quiser um pouco da matemática do investimento em imóvel, leia este post.

Comparando a rentabilidade real de investimentos: CDB, poupança, ação e renda fixa

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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Seguindo nossa filosofia de “investir com inteligência”, vou explicar como um investidor leigo deve comparar os investimentos a fim de escolher o mais rentável.

Para podermos fazer esses cálculos, precisamos lembrar que os três “devoradores” de rentabilidade são a inflação, o imposto de renda e a taxa de administração (e corretagem). Eu já escrevi um post completo sobre investimentos que são naturalmente protegidos pela inflação, mas vou retomar o tema pois acho importante.

A ilusão da rentabilidade: Inflação

A inflação é uma das maiores inimigas do investidor, pois ela corrói o valor do dinheiro silenciosamente.  Por exemplo: um investimento em CDB hoje rende 10% ao ano. Se tirarmos o Imposto de Renda (15% ou +) e a inflação (5%), a rentabilidade real é de apenas 4%!!!

Em geral podemos considerar que investimentos em ações são protegidos da inflação. O aumento do preço dos produtos compensam o aumento das matérias-primas.

Existem alguns investimentos que são livres de inflação, pois a receita é corrigida por este indicador. O investimento em imóveis para aluguel e as ações da Eletropaulo são dois exemplos. Esta última rende 16% de dividendos ao ano, que são livres de imposto e inflação (tarifa corrigida oficialmente pelo IGP-M). Isso é mais do que 4x a rentabilidade de um CDB.  Se alugarmos nossas ações, conseguimos mais 2% de rentabilidade –  chegando à quase 18%.

Apenas para ter uma idéia, o CDB levaria uns 20 anos para dobrar (2x) seu investimento. Já um investimento com 16% de rentabilidade anual líquida, levaria menos de 4 anos (em 20 anos multiplicaria por 32x).

Vamos para os exemplos:

Ações de empresas elétricas (Eletropaulo)
16% de dividendos + 2% de aluguel de ação

» Imposto de renda: 0% (a empresa já recolheu IR antes dos dividendos)
» Taxa de administração:  1% (apenas para considerar alguma corretagem de compra da ação)
» Inflação: 0% (tarifa corrigida pelo IGP-M)

Agora, existem algumas ações que são realmente protegidas pela inflação, que é o caso das empresas elétricas e de concessionárias de energia. O reajuste na tarifa da Eletropaulo, por exemplo, é feito com base no IGP-M. Então, se você recebe dividendos de 16% ao ano (estimados na data de hoje), este será corrigido.  Além disso, esses 16% já são líquidos de imposto de renda, pois dividendos são isentos (antes de distribuir dividendos a empresa já pagou imposto de renda de pessoa jurídica).

Rentabilidade real: 17%

CDB à 100% do CDI
10,83% de rentabilidade

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabiliade (De 365 dias até 720 dias – 17,5%)
» Taxa de administração: 0%
» Inflação: 5% do total aplicado
http://economia.estadao.com.br/grafico_cdi_prefixado.htm

Os CDBs são o produto que seu gerente mais gosta de oferecer. Isso acontece pois este dinheiro é usado para empréstimos pessoais com valores bem mais altos.

Rentabilidade real: 4%

Fundos de Renda Fixa
10% ao ano

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabilidade (De 361 dias até 720 dias – 17,5%)
» Taxa de administração:  2% (costuma varira entre 0,5 a 3,5%)
» Inflação: 5% do total aplicado

Rentabilidade real: 3,25%

Títulos do governo/Tesouro Direto
6,2% acima da  inflação

» Imposto de renda: 15 a 22,5% sobre a rentabiliadde
» Taxa de administração:  0,5% (em grandes corretoras é possível conseguir taxas de 0,25% a 0,75% )
» Inflação: 0%

Rentabilidade real: 5,11%

Poupança
6% + TR (7% ao ano)

» Imposto de renda: 0% (Até 50 mil é isento)
» Taxa de administração:  0%
» Inflação: 5% do total aplicado

Rentabilidade real: 2%

rentabilidade__

Gráfico que mostra a rentabilidade de cada modalidade

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Veja quantos anos demora para você dobrar seu investimento

Finalizando…

Está claro que eu ignorei o risco dos investimentos neste texto, especialmente o de empresas que pagam dividendos. Existe sim o risco de concessão das hidrelétricas ou de apagão de energia.

Os CDBs também são muito mais arriscado do que títulos do governo e renda fixa, pois é um empréstimo direto para bancos. Por causa deste risco, eu só investiria em CDB se a rentabilidade líquida fosse bem maior do que os títulos públicos.

Não se esqueça: juro composto é seu aliado! Veja o que acontece com mil reais investidos por 22 anos:
»  CDB: R$ 2.000,00
»  Tesouro Direto:  R$ 3.000,00
»  Eletropaulo*:  R$ 31.600,00

* reinvestindo dividendos e capital em mais ações

Deu diferença?
Decisões inteligentes (e simples) tem grande efeito no longo prazo.

Deu diferença?
Decisões inteligentes (e simples) tem grande efeito no longo prazo.

Obs: Existe uma regrinha simples chamada “regra do 72″ para descobrir em quanto tempo seu investimento dobra. Divida 72 pela rentabilidade líquida, que você terá o tempo aproximado em anos.


Informações que precisamos saber antes de comprar uma ação

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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A era da informação nos proporciona mais dados do que podemos ler. Por este motivo, resolvi listar algumas informações básicas que devemos saber extrair sobre empresas no meio de tantas notícias e relatórios.

Ao escrever este post, estou supondo que você já escolheu as empresas utilizando algum método de mineração de ações. Caso não tenha escolhido, sugiro que leia o post sobre como encontrar ações para investir pelo método Joel Greenblatt, escrito pelo Allan.

A maioria das informações abaixo podem ser extraída no site de Relação com Investidor da empresa. Outros gráficos e indicadores retirei do site Fundamentus. Para alguns exemplos, vou usar a empresa Vale  cujos relatórios podem ser baixados no sitewww.vale.com.br/ri (Apresentação 2010 e Relatório Trimestral 4t09). Os indicadores e gráficos podem ser encontrados em Fundamentus: Vale5.

Distribuição da receita da empresa

Fico surpreso que muita gente não faça idéia de onde vem a receita da empresa. O ideal é visitar o site de Relação com Investidores da empresa e baixar os relatórios trimestrais e anual.  Anote detalhadamente quais são as principais fontes de receita da empresa.  Ao ler manchetes de jornal com notícias do tipoVale quer aumento de até 100% no preço mundial do minério de ferro o investidor poderá medir o efeito sobre a empresa com os dados abaixo:

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro
36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

Receita da Vale – Mix de produtos

50% Minério de ferro
13% Níquel
4,5% Cobre
8% Pelotas
6% Logística de portos e Ferrovias
2% Carvão
1,4% ligas de ferro

Aposto que a maioria pensa que a receita é quase que totalmente de minério de ferro, mas na verdade é apenas metade.

Obs: Outro exemplo é no caso da Brasil Foods. É essencial que o investidor saiba a distribuição de receita pois epidemias e barreiras comerciais são comuns no setor.

Outro fator importante para saber é, das principais receitas da empresa, qual a contribuição que elas tem sobre o lucro. À Saraiva, por exemplo, tem a maior parte da receita no varejo (lojas e e-commerce). Porém, o lucro que ela gera é até que “pequeno”. Já a receita que vem da editora Saraiva é pequena, mas tem uma margem de lucro gigantesca.

Receita da Saraiva (2009)

1 bilhão – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
335 milhões – Editora Saraiva

EBTIDA da Saraiva (2009)

49 milhões – Lojas da Saraiva, Siciliano e E-commerce
78 milhões – Editora saraiva

Veja como é importante entender que a Editora Saraiva é responsável por por 1/4 da receita, mas gera mais da metade do lucro.

Distribuição geográfica da receita

Precisamos saber como a receita está distribuida geograficamente. No exemplo da Brasil Foods, precisaríamos ficar atentos quanto às proibições de venda de determinados tipos de proteína em países europeus. Às vezes um notícia pode causar pânico e derrubar os preços das ações de uma empresa, mesmo que o efeito sobre a receita da empresa fosse pequeno.  Neste caso, cabe ao investidor atento julgar e fazer cálculos rápidos para ver se o pânico no mercado é real.

Receita da Vale – Distribuição Geográfica

36,9% China
16% Europa
9,5% Japão
15,6% Brasil
8,2% Estados Unidos e Canadá
3,6% Coréia do Sul

No caso da Vale, por exemplo, sabemos que às notícias da China são bem mais importantes do que os Estados Unidos.

Gráfico da  evolução da receita e lucro líquido (trimestre a trimestre)

A evolução da receita nos dá uma boa idéia da sazonalidade da empresa e do tipo de crescimento. Isto será importante na hora de ler um relatório trimestral. Empresas como Saraiva (editora e varejo) e Le Lis Blanc (roupas) só fazem lucro no primeiro e último trimestre , então o meio do ano sempre será fraco. Uma notícia do tipo “Le Lis Blanc tem prejuízo no segundo trimestre”,  é  quase que óbvia.

Gráfico da evolução do lucro líquido da Saraiva (SLED4) SLED4_lucro_trimestre O gráfico acima mostra para o investidor da Saraiva que os lucros são feitos no primeiro  último trimestre (1T e 4T).

Gráfico da  evolução da receita (ano a ano)

Existem empresas que tem grande sazonalidade de receita por diversos motivos. A Confab, por exemplo, depende de poucos clientes e grandes pedidos, causando grande oscilação na receita.  Agora existem outras empresas que, apenas olhando para o gráfico, podemos ver que são “empresas de crescimento”. Essa denominação é dada àquelas que estão em fase de reinvestimento de capital, pois ainda tem muito espaço para crescimento.  É o caso de Weg, Marcopolo, Randon.

Gráfico da evolução da receita da Confab CNFB-evolucao-receita Podemos notar uma forte oscilação na receita, devida à dependência de poucos contratos.

Gráfico de evolução da receita da Weg

wege3

Crescimento constante e quase que ininterrupto.

Obs: A taxa média de crescimento anual dos últimos 5 anos pode ser obtida no site Fundamentus.

Dividendos e Pay-out

Um gráfico muito interessante é o que mostra o lucro líquido e os dividendos pagos nos último anos. Veja abaixo o gráfico da Marcopolo (POMO4):

dividendos pomo4É fácil notar que a Marcopolo distribui quase 60% de todo o lucro para os acionistas na forma de proventos (dividendos e juros sobre capital). Com este gráfico em mãos, podemos ter uma boa idéia de quanto iremos receber por ano.

Uma outra utilidade deste gráfico é notar se a empresa é uma boa pagadora de dividendos, pois nem toda empresa mantém a essa regularidade (por lei, pelo menos 25% do lucro precisa ser distribuído).

Obs: Esse número (60%) é chamado de pay-out e é calculado dividindo-se os proventos pelo lucro dentro de um ano.

Gráfico do lucro líquido vs Receita = Margem

Comprar o gráfico do lucro líquido com receita é interessante, pois podemos ver qual é a flexibilidade da margem de lucros. Algumas empresas tem o custo fixo baixo e dificilmente dão prejuízos, pois uma redução na receita é quase que proporcional a redução no lucro (a Natura, por exemplo). Agora uma empresa como a Tam, que tem o custo atrelado ao preço do petróleo, fica com a margem muito instável. Eu prefiro empresas que não dão prejuízos, pois como diz Lirio Parisotto: “Empresas que não dão prejuízos, não quebram”.

Relatório trimestral

Você deveria ler o último relatório trimestral inteiro antes de comprar uma ação. Não basta ler a primeira página, pois ela sempre pode “esconder” informações preciosas. Às vezes a mídia também pode nos enganar, mesmo que sem querer.

A)De onde vem o lucro?

Muitas vezes lemos notícias do tipo  “Lucro da empresa XYZ cresce 1.000% “.  Mas podemos ter várias situações perigosas.

  1. O lucro pode ter  crescido muito percentualmente, pois o lucro do ano passado foi quase zero .
  2. O lucro, na realidade, foi proveniente de uma operação não-recorrente. Por exemplo, a empresa XYZ vendeu um terreno que não estava utilizando. Este tipo de operação ocorre muito freqüentemente e pode enganar o investidor desinformado.
  3. O lucro foi de uma especulação cambial e você poderá confirmar isso na parte de Resultado Financeiro.

B) Como está a liquidez e endividamento?

O relatório sempre traz uma nota explicativa sobre a distribuição do endividamento ao longos dos anos. É importante saber como está distribuído o endividamento para os próximos anos e em qual moeda (dólar, real, euro). Podemos também tirar alguns indicadores de liquidez no site do Fundamentus.

Se pegarmos o exemplo da Vale,  sabemos que a Liquidez Corrente está em 2 ou seja, ele tem 2 reais para cada 1 que deve no curto prazo (bom!).

No Fundamentus também podemos olhar a dívida líquida. Este indicador é calculado pegando a dívida bruta total e subtraindo as disponibilidades (caixa).

Algumas empresas possuem dívida líquida negativa, o que significa que elas tem mais dinheiro em caixa do que devem (É o caso da Grendene). Isso mostra que a empresa é saudável e nos dá indícios de que é pouco alavancada.

C) Quais as principais despesas e custos? O investidor também precisa descobrir a distribuição de despesas e custos da empresa. No caso de produtos, estará na parte de Custo do Produto Vendido. Já no caso de prestação de serviços, estará em Custo do Serviço Prestado.

Não precisa saber nos detalhes, o importante e notar quais os principal “ralos” que comem a receita.  Na Vale, por exemplo, podemos ver que 20% das despesas estão relacionadas ao custo da matéria prima, enquanto que o gasto com energia elétrica é de pouco mais de 16,4% e  o de salários, 15%.  Isso nos dá um bom indício que devemos ficar preocupados com o custo da energia elétrica e gás no Brasil. Especificamente nesta empresa, o aumento do custo da mão de obra é menos perigoso do que o da energia, já que temos escassez do gás  e problemas diplomáticos. A Natura gasta 35% da receita líquida com despesa de vendas, que é maior do que o custo de matéria prima e embalagem (26%).

Conclusão

Resolvi escrever este post pois algumas pessoas queriam saber por onde começar a estudar a empresa, depois de escolhê-la. Eu acredito que o investidor comum  não precisa saber fazer um valuation da empresa: deixe isso para os bancos. Preocupe-se com informações que irão ajudá-lo a entender como a empresa pode se comportar no futuro e como as notícias do dia-a-dia podem influenciá-la.

Não quis entrar em detalhes mais “técnicos”, mas é muito útil saber o básico de contabilidade, especialmente entender o fluxo do Demontrativo de Resultados (DER), os balanços e indicadores.

Cobertura do primeiro Investcamp

investcamp

Estivemos na primeira edição do Investcamp, um evento aberto com oficinas e bate-papos sobre finanças pessoais, investimentos e economia organizado pelo blog Dinheirama, home-broker LinkTrade e agência Pólvora! Comunicação.

A idéia deste tipo de evento é reunir investidores para discutir abertamente sobre os temas propostos, e não apenas ouvir o monólogo de um palestrante. Eu e Allan ajudamos na moderação das discussões, que aconteciam paralelamente em duas salas no The Hub.
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12 dicas de como economizar no Imposto de Renda

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A maioria das pessoas tem toda renda baseada em “dinheiro 50%”. O investidor Robert Kiyosaki, autor de vários livros da série “Pai Rico”, costuma chamar o trabalho assalariado desta forma, pois metade do dinheiro acaba indo para o governo.

Muita gente desconhece, mas existem investimentos totalmente isentos de IR (“dinheiro 0%”). Também existem muitas formas legais de economizar impostos, conforme veremos abaixo.

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Entendendo o investimento em imóveis (para aluguel)

Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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Bruno Yoshimura, co-fundador do Kekanto.com
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Aviso! Este post foi corrigido em 18 de agosto, pois as contas anteriores apresentavam falhas no cálculo do financiamento. Além disso, acrescentei despesas de reformas e comparei o retorno sobre investimento para os cinco primeiros anos.

A queda dos juros para o menor patamar da história “incomodou”, pois os investimentos em renda fixa estão rendendo bem menos.

Uma das opções para quem procura investimentos mais rentáveis é a compra de imóveis para aluguel. O financiamento está mais barato, permitindo o alongamento do prazo e a redução do capital inicial.

Alugar um imóvel financiado é uma forma de alavancagem, pois você está recebendo dividendos (“aluguel”) sobre 100% do imóvel, mas é “dono” apenas uma parcela dele. Com os juros cada vez menores, esse tipo de investimento é cada vez mais atrativo.

Neste post vou mostrar como funciona a matemática básica de um investimento em imóvel visando aluguel. Não é loteria ou sorte, é matemática financeira. Com alguns cálculos, conseguiremos comparar o investimento em imóveis com outros e definir uma taxa mínima de aluguel que queremos receber.

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Desmistificando o P/L

peg-pegAprender o indicador P/L me deu um grande ânimo para começar a estudar a análise fundamentalista e incrementar minha “mineração” por boas ações.

É fácil entender o conceito básico por trás desse múltiplo, mas só depois de alguma convivência comecei a perceber a essência e os perigos por trás desse número mágico.

A maior crítica é que este indicador costuma sub-precificar empresas de forte crescimento e sobre-precificar as de baixo crescimento.  Uma empresa de e-commerce com crescimento anual de 15% com mesmo P/L de uma empresa elétrica com crescimento de 6% não pode ser “precificadas” da mesma forma.

Para tentar normalizar este “erro”, existe um indicador que pondera o P/L pelo crescimento chamado PEG, mas não vou entrar em detalhes porque não gosto dele.  Acho bem mais interessante mostrar porque uma análise de P/L pode apresentar resultados tão distantes do valuation.
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Começou a feira de franquias ABF em SP

abf1Com os juros cada vez menores, os investimentos em fundos de renda fixa e títulos do governo estão cada vez menos atrativos. Por este motivo, abrir um negócio próprio fica cada vez mais interessante (no economês, o “custo de oportunidade” dos investimentos caiu).

Uma opção para quem não se contenta com os 6% de juros reais da poupança e renda fixa é a abertura de uma franquia.

Estive ontem na feira de franquias ABF Franchising Expo 2009 no Expo Center Norte. A feira vai até o sábado (20/06) e reúne mais de 250 expositores.

No evento encontrei opções para todos os bolsos: desde franquias de 50 mil reais, até algumas de mais de 1 milhão.

Por ser totalmente leigo no assunto, resolvi consultar algumas franquias de varejo para entender como funciona a margem e despesas. Em geral, a média da margem bruta de um produto costuma variar entre 120% e 150%. Isto é, você compra por R$ 1,00 do franqueador e vende por R$ 2,20 a R$ 2,50.

Ao perguntar sobre a margem líquida obtive sempre a mesma resposta: “depende”. Além da sazonalidade de muitos produtos, a margem vai variar de acordo com o as despesas operacionais, desempenho do empreendedor, local do estabelecimento, etc. Mas em “média” que me passaram seria algo entre 10% a 20%.

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Comentários sobre IPO da Visanet

visaHoje a Visanet publicou o prospecto da oferta pública de ações. Resolvi escrever um post rápido apenas para citar alguns detalhes e comparar com outros IPOs como o da Redecard (nacional), Visa (internacional) e Mastercard (internacional).

Para começar, o investidor precisa entender que as ações vão apenas trocar de mão. A oferta é secundária, ou seja, antigos acionistas resolveram vender suas ações para o mercado. Isso significa que o dinheiro não será reinvestido na empresa.

Múltiplo P/L

No começo dos rumores do IPO, muito antes da crise e do Investment Grade, já havia separado alguns múltiplos interessantes de outras ofertas relacionadas.

  • Mastercard lançou suas ações no mercado americano com P/L 11.
  • Visa lançou suas ações no mercado americano com P/L 30.
  • Redecard lançou suas ações com P/L 20 e valorizou 30% no primeiro dia.

Atualmente a Redecard está com P/L próximo a 18x.
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