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A partir de quanto dinheiro devo investir na bolsa?

Essa é uma pergunta que alguns amigos meus já me fizeram e eu acho que vale a pena um post para explicar.

A resposta é: A partir de qualquer quantia! A diferença é o jeito que você vai investir!

Para quantias pequenas de até R$ 2.000, recomendo investir através de fundos do seu banco. Todos os bancos dispõe de fundos de ação, sejam eles exclusivos da Petrobrás ou Vale ou fundos mais diversificados que investem em setores específicos ou que buscam seguir indicadores como o ibovespa.

Para quantias maiores, a partir de R$ 2.000 eu recomendo investir através de corretoras de valores.

Por que?

A explicação é puramente matemática. Mas antes eu irei explicar brevemente as taxas que são cobradas em cada caso.

No caso de um fundo de investimento

Quando você investe em ações através de um fundo de investimento, você paga o Imposto de renda e a Taxa de administração.

O imposto de renda de um fundo de investimento em ações é fixo em 15%.

A taxa de administração é a quantia que os bancos cobram para gerenciar o seu dinheiro. O valor costuma variar de 1% a 4% por ano e incide sobre o valor investido. Na tabela de rentabilidade do fundo, essa taxa já vem deduzida.

No caso de uma corretora

Quando você investe em ações através de uma corretora de valores, você paga o Imposto de Renda, a taxa de custódia e a taxa de corretagem.

O Imposto de Renda só é cobrado se você vender mais de R$20.000 num mês e obtiver lucros. Se vender menos do que isso você é isento.

A taxa de custódia é a mensalidade da corretora. Muitas corretoras hoje em dia não cobram mais essa taxa.

A taxa de corretagem é um valor que você paga quando faz uma compra ou uma venda de ações. Esse valor muda de corretora para corretora. A Ágora, por exemplo, cobra R$20,00 de corretagem e a Ativa R$15,00.

Explicando

Suponha que você vá comprar R$1000,00 em ações da Petrobrás.

Se você for aplicar pelo fundo do banco, não pagará nada pela compra, apenas o IR no saque e a taxa de administração anual.

Se você for comprar pela corretora (suponha que estamos usando a corretora Ágora). Você pagará só por fazer a compra, R$20,00 de corretagem. R$20,00 é 2% de R$1000,00 e isso nos diz que só para seu investimento pagar a corretagem ele terá que render 2%! E pior, quando você vender, você pagará mais R$20,00!!

Quando você for fazer compras acima de R$2000,00 a corretagem começa a ser diluída e aí sim começa a valer.

Observações extras

O imposto de renda, a taxa de custódia e a taxa de administração também devem ser analisadas na hora de escolher por qual meio investir, porém, para ser mais didático, preferi focar só na corretagem pois é onde incide o maior peso e os investidores inexperientes não tomam cuidado.

Existem muitas corretoras que cobram a corretagem levando em conta a quantidade de dinheiro movimentado. Nesses casos, é o calculo fica mais perigoso e essa regrinha dos R$2000 não se aplica.

Crédito da foto: Jay D

Dividend Yield, quanto de dividendos uma empresa paga?

Continuando a série de artigos explicativos sobre alguns indicadores que todo investidor deve conhecer, irei falar um pouco sobre o Dividend Yield.

Toda a empresa aberta em bolsa paga a seus acionistas uma parcela do lucro conhecido como dividendo. Esse pagamento é proporcial a sua fatia da propriedade da empresa (ou seja, o número de ações que você possui). O indicador Dividend Yield nos diz quanto tal empresa paga ao seu investidor.

O indicador é muito simples de entender, ele é uma divisão de quanto a empresa paga de dividendo por ação pelo preço da ação:

Esse pagamento pode ser anual, semestral, mensal, semanal, etc. Depende de empresa para empresa.

Exemplificando

Vamos pegar um exemplo, a Petrobrás (PETR4), que tem o Dividend Yield nos dias de hoje igual a 1,7%.

Se você tem 100 ações da Petrobrás no dia de pagamento do dividendo e o preço do papel está em R$45,00, com uma simples conta chegamos ao valor de dividendos pago:

Logo o dividendo pago por ação é de:

Multiplicando o dividendo pelo número de ações que temos:

Chegamos ao total de 76,5 reais pagos por termos 100 ações da Petrobrás, simples não?

Tais pagamentos entram direto na sua conta corrente da corretora, basta olhar o extrato e lá estará o dinheiro!

Algumas empresas que paga bons dividendos

Alguns setores como energia elétrica e bancos são conhecidos pela alta porcentagem de Dividend Yield, segue abaixo uma pequena lista de empresas que paga bons dividendos:

  • CPFL Energia (CPFE3) – 9,66%
  • CEMIG (CMIG4) – 5,49%
  • Eletropaulo (ELPL5) – 13, 62%
  • Santander (SANB3) – 7,42%
  • Unibanco (UBBR11) – 3,92%
  • Usiminas (USIM5) – 4,05%

Conclusões

Olhar o Dividend Yield de uma empresa também é recomendado na hora de fazer uma escolha. Empresas que paga bons dividendos são interessantes de se ter na carteira.

Como o indicador é uma fração que varia conforme o preço da ação, uma porcentagem muito alta pode ser consequência de uma ação muito barata, por tanto não compare o Dividend Yield de duas empresas sem antes ver o preço da ação.

Você pode ver o Dividend Yield de várias empresas nesse site: http://mapamercado.vci.com.br/

O indicador P/L

Um dos indicadores mais utilizados para análisar uma ação é o Preço/Lucro, também conhecido como P/L. Resumidamente, esse indicador nos dá indícios se uma ação está barata ou cara.

O P/L é um indicador bastante simples e é um bom critério de comparação entre duas empresas de um mesmo setor.

Um exemplo prático, o P/L da GGBR4 (Gerdau) está nos dias de hoje em 24,41 e o da USIM5 (Usiminas) em 15,00. Comparando os dois papéis poderiamos dizer que USIM5 está mais atraente do que GGBR4 pois seu P/L é menor.

Uma analogia simples e explicativa para entender o P/L é a seguinte: Suponha que você tenha investido R$1000 numa empresa cujo P/L é 8. Esse indicador diz que em 8 anos, você terá um lucro de igual ao valor que comecou, ou seja, um lucro de R$1000.


Problemas do P/L

O P/L é um belo indicador porém NUNCA deve ser a única forma de análise de uma empresa. Ele deve ser usado como um critério a mais na sua decisão, mas não ser a base dele. O Preço/Lucro não responde bem para várias situações, entre elas posso citar algumas:

  • Empresas com crescimento anormalmente rápidos podem ser boas para investir e ter o P/L distorcido devido a esse crescimento
  • Comparar P/Ls de empresas de diferentes setores pode ser perigoso. Por exemplo, O P/L de papéis de empresas de tecnologia, que contam com maiores perspectivas de crescimento, tende a ser mais elevado que o indicador para o setor de energia elétrica.
  • Um evento atípico pode fazer o lucro de uma empresa crescer astronomicamente e como consequência, seu P/L diminuirá. Por ter sido um evento não-comum, pode ser perigoso levar em conta o P/L dessa empresa.
  • Diferenças na contabilidade do cálculo do Lucro de uma empresa pode gerar um P/L irregular
  • A regra de que o P/L é igual ao número de anos necessários para ter um lucro igual ao seu dinheiro investido inicialmente quase nunca é valida pois o P/L varia muito com o decorrer do tempo.

Então por que usar o P/L?

O indicador, atrelado a uma análise das perspectivas da empresa podem indicar uma boa compra. Se uma empresa tiver uma boa rentabilidade, bons lucros, e não houver nenhuma razão para uma deterioração, um P/L baixo é atrativo, especialmente se estiver inferior ao seu nível histórico.

Como calcular um P/L?

Essa é a parte chata que todo mundo pula! Se preferir, entre direto nesse site, coloque a ação que deseja ter o P/L e pronto: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=PETR4&tipo=1

Agora se você é curioso, calcular o Preço/Lucro não é dificil. A formula é simples:

Formula do P/L

O númerador é o preço por ação, aquilo que você acompanha todo dia no site. O denominador é o lucro da empresa dividido pelo número de ações disponíveis no mercado.

Vamos a um exemplo prático, o da BBAS3 (que só possui ações ordinárias e facilitam o cálculo) com os valores de hoje (19/05/2008) retirados desse site: http://www.fundamentus.com.br/detalhes.php?papel=bbas3&x=823&y=71

  • Preço da ação: 29,90
  • Quantidade de ações ordinárias disponíveis no mercado: 2.542.180.000
  • Lucro líquido nos últimos 12 meses: 5.996.790.000

Fazendo umas continhas para achar o lucro por ação:

  • Lucro por ação = Lucro líquido / Quantidade de ações
  • Lucro por ação = 5.996.790.000 / 2.542.180.000
  • Lucro por ação = 2,359

Aplicando a fórmula do P/L com os dados

  • P/L = Preço da ação / Lucro por ação
  • P/L = 29,90 /2,359
  • P/L = 12,67

Obs.: Para papéis tipo PETR4 que possuem ações ordinárias e ações preferenciais o cálculo muda um pouco, é necessário fazer soma ponderada do Lucro por ação. Para termos didáticos, usei o BBAS3.

Jovens e o IPO da BM&F – O que deu errado?

A maioria das pessoas se interessa por ações quando todo mundo está interessado. O momento de interessar-se é quando ninguém mais se interessa. Não se ganha dinheiro comprando o que é popular.”

Essa frase é do mais bem sucedido investidor do mundo, Warren Buffett. Acostume-se com este nome, pois será citado freqüentemente neste blog!

Quem diria que as ações da BM&F cairiam 50% apenas 5 meses depois do seu IPO, dia no qual as ações fecharam com incrível valorização de 22%?

Assim como os jogos de azar, as decisões na bolsa de valores são freqüentemente afetadas pela ganância humana. Grandes lucros no curto prazo são tentadores, mesmo para investidores disciplinados.

Escrevo este post pois presenciei muitas histórias de jovens que apostaram na BM&F por puro “modismo”. Isto não seria tão grave se a quantia investida não representasse grande parcela do patrimônio (ou as vezes até mais do que o patrimônio).

O que aconteceu foi que muitos apostaram dinheiro que não tinham (veja que existe uma enorme diferença entre apostar e investir). Soube de casos de jovens que se alavancaram com empréstimos de mais de R$ 20 mil.

O IPO da BM&F veio logo após o da Bovespa e Redecard, que renderam no primeiro dia nada menos do que 50% e 20% respectivamente. Tamanha foi a repercussão dessas duas “jóias” que milhares de pessoas que nunca haviam aplicado diretamente na bolsa, resolveram investir no IPO da BM&F, esperando assim uma lucratividade semelhante no curto prazo. Foram 260 mil pessoas físicas que investiram, batendo de longe o recorde de 64 mil na Bovespa. Aposto que a maioria delas não sabia que o dinheiro da oferta foi para os bolsos dos antigos donos (bancos) e não foi reinvestido na empresa (Santander, Pactual, Itaú levaram no total mais de 250 milhões de reais).

Feliz foi aquele que conseguiu ter sangue frio de vender suas ações no começo do pregão, quando as ações chegaram a bater 30% alta. Felizes foram os ex-sócios, que conseguiram lucros astronômicos. Semana a semana, os novos investidores observavam as ações da BM&F derretendo, até chegar à mínima de R$ 12,65 no dia 24 de abril – uma queda de 50% para quem resolveu comprar as ações no dia de abertura.

Mas, o que deu de errado?

Muita especulação pode ser feita sobre o que deu errado, é mais fácil analisar quando tudo já passou. Vou listar alguns fatores abaixo, para no final dar minha explicação fundamentalista.

  1. Primeira grande queda: “Crise subprime do Estados Unidos“– A grande realização (venda de ações) que a aconteceu na bolsa brasileira em Janeiro de 2008 devido a crise de crédito imobiliário derrubou o índice Ibovespa em mais de 20%. Exatamente no mesmo período, as ações da BM&F cairam 40%. Coincidência? Não!
  2. Segunda grande queda: O dia 22 de abril marcou o fim do lock-up de venda do lote remanescente do IPO, ou seja, apenas a partir nesta data os acionistas majoritários que entraram na oferta poderiam vender suas ações. O mercado antecipou essa reação. A menor cotação da história da BM&F foi dois dias depois. Coincidência? Com certeza não!
  3. O guidance do volume de negociação previsto pela BM&F foi exageradamenta alto e não se consolidou no primeiro trimestre (ou seja, os objetivos de crescimento da BM&F não foram atingidos).
  4. Grandes bancos já estão expostos ao risco do mercado de renda variável. Investir na Bovespa ou BM&F seria duplicar este risco.

Tudo isso explica a grande queda nas ações da BM&F?
Eu ainda acho que não! Uma ação com bons fundamentos e operando próxima ou abaixo de seu preço justo não teria tamanha queda. Vide exemplo das bluechips (Petrobrás, Vale, Gerdau) que cairam menos de 20%.

Explicação Fundamentalista

Para quem gosta de investir o dinheiro ao invés de apostar, bastava uma rápida análise nos número da empresa, mesmo que superficial, para descobrir que a ação já estreava na bolsa com valor estupidamente acima do justo. Parte disso se deve a lei da oferta e da procura, pois cada investidor (pessoa física) só conseguiu 91 ações no rateio do IPO e muitos queriam mais.

Vamos calcular o múltiplo P/L, o principal indicador da análise fundamentalista (exatamente o mesmo cálculo que fiz antes de decidir sobre a compra de BM&F):

Cálculo do P/L

- Lucro Líquido projetado de 2007: R$ 296.000.000
- Numero de ações: 901.877.292
- Preço por ação: R$ 25,00
- Lucro líquido por ação: 0,3285
- P/L: 76x

Eu, particularmente, tenho uma carteira com P/L próximo de 14x. Mas seria injusto comparar uma empresa de crescimento alto com uma carteira multi-setorial. Podemos compará-la com os múltiplos da BM&F dos Estados Unidos, a famosa Nymex. Pelo site da Business Week vemos que o P/L atual é 39x.

A grosso modo, a BM&F estaria quase 2x mais cara que a Nymex! Um investidor puramente fundamentalista não compraria uma ação nessa situação!

Mas eu também errei!

Eu, investidor de longo prazo fundamentalista, analisei a empresa antes de reservar meu lote no IPO e resolvi entrar (primeiro erro). Vendi logo na estréia a R$ 25,59, embolsando um lucro de 27,9% (a máxima chegou a 26, ou seja, vendi muito bem).

Apesar de avisar algumas pessoas que a ação estava cara, contrariei todos meus princípios e resolvi comprar 1 lote a R$ 22,80 pouco depois do IPO. Não sei se foi ganância ou cegueira causada pelo mercado. Afinal, eu deveria estar enganado! Todos animados e acreditando no papel, porque não? (Segundo erro).

O que podemos aprender com isso?

  1. Acredite em você, não no mercado. Trace uma estratégia para sua carteira e siga a risca, sem se preocupar com o que o comentário geral. No curto prazo, o mercado é imprevisível!
  2. Nunca compre uma ação na alta, pois a euforia do mercado costuma elevar os preços acima do valor justo. O investidor de sucesso costuma comprar ações sub-precificadas, normalmente na baixa. Assim faz Warren Buffett na Berkshire. Assim está fazendo a GP Investimentos aqui no Brasil, ambas atuam bastante na área de Private Equity (a GP é a maior da América Latina neste mercado).
  3. Antes de comprar, analise a empresa, não compre as cegas! Pretendemos fazer um guia básico de como interpretar um relatório trimestral ou anual, quais números são importantes, quais indicadores calcular.

Apenas para ilustrar, isso já aconteceu no passado e as perdas foram muito maiores. Na última edição do livro The Intelligent Investor (o mais famoso livro fundamentalista) é citado o exemplo do IPO da VA Linux, que estreou na bolsa com pico de alta quase 700%. A ação chegou a valer US$ 320,00 no primeiro pregão. Passada a euforia, o preço justo apareceu e a ação foi precificada abaixo de US$ 5,00 (Uma perda de 98% do capital para quem comprou no topo). Hoje em dia são cotadas a míseros US$ 1,68 (LNUX).

Em breve teremos o IPO da Visanet do Brasil. Iremos analisar a Visanet do Brasil para compará-la com a Redecard (Brasil), Amex, Mastercard e Visa (Estados Unidos).

A nossa maior ambição ao fazer este blog é ajudar os jovens investidores a começarem a investir com consciência. No dia-a-dia e na internet vejo muitas histórias reais de pessoas que começaram a apostar em ações, sem ao menos gastar um tempo para estudar e entender o mercado.

Obs: Não cheguei a analisar os papéis da Bovespa e BM&F no presente, estou mais focado em descobrir small caps com grande potencial. Estima-se uma redução da ordem de 20% nas despesas (conhecida no mercado como economia de “sinergia” na fusão de duas empresas). O sêlo de Investment Grade concedido pela Standard & Poors vai aumentar os lucro no longo prazo. Parte disso já está sendo precificado novamente e a BM&F voltou a casa dos R$ 18,00.

A melhor época para investir é durante a juventude

A melhor época para comecar a investir é enquanto se é jovem. Posso explicar essa afirmação em uma frase: É durante a juventude que você pode correr o maior número de riscos.

Em várias conversas de bar, muitas pessoas brincam comigo me chamando de velho pois faço “coisas de velho” como investir na bolsa e me preocupar com previdência e aposentadoria. Sempre levo na bricadeira e entro no jogo, mas essas conversas já me fizeram pensar no porquê comecei a investir tão jovem. Consigo explicar, com facilidade, os motivos que me levaram a estudar e gostar tanto esse mundo.

É durante a juventude que se pode correr riscos. É nessa fase da vida que você tem mais liberdade para arriscar todos os seus ganhos. Se você mora com seus pais, não precisa pagar as contas de luz, água, telefone, IPTU, a comida está sempre na geladeira, você usa o plano de saúde da sua família, seus estudos estão garantidos! Enquanto jovem, você não tem que sustentar uma família com seu salário, ninguém depende financeiramente de você.

Todo dinheiro que você ganha é lucro! Então, por que não aproveitar e arriscar uma boa parte dele? Se der TUDO errado e você perder TODO o seu dinheiro, no máximo você ficará triste! Não tem ninguém que depende desse dinheiro para sobreviver. Na realidade, esse é um cenário quase impossível! Certamente, se tiver o mínimo de responsabilidade, você perderá, no máximo, 20% do seu investimento!

Eu, por exemplo, chego a investir aproximadamente 60% de tudo que ganho do meu simples salário de estágiario e dos meus trabalhos de freelance. Quando envelhecer e você precisar sustentar sua casa e sua família, fica cada vez mais difícil separar uma porcentagem do seu salário para investí-lo, se sobrar 10% dele você já é uma exceção no mundo.

O jovem tem o tempo a seu favor

Uma vez entendido que é uma ótima hora para se correr riscos, basta analisar um pouquinho o juros composto para se impressionar e se empolgar com como você pode juntar muito dinheiro apenas se dando ao trabalho de estudar investimentos.

Vou exemplificar com números super palpáveis. Imagine que você invista R$500,00 todo mês durante os próximos 10 anos. Suponha que seu investimento retorne por mês um lucro de 1,3% (o que não é nenhum absurdo de conseguir).

Esse simulador aqui: http://www.shopinvest.com.br/br/pop_retorno.asp nos diz que se mantermos esses números, você terá poupado R$142.000! Nada mal né? Ainda mais que na “realidade” você depositou apenas R$58.000, os outros R$84.000 vieram de rendimento. 10 anos passa muito rápido! É o tempo de ver 2 copas do mundo e de votar 2 vezes para presidente! Imagine o quanto não se consegue se poupar por 30, 40 anos! É para chegar na casa do 6 zeros!

Olhe o gráfico desse mesmo investimento para 20 anos (o eixo y é o valor total do seu investimento e o eixo x os anos)

No final de 20 anos, você terá nada mais nada menos do que R$900.000 em conta!

Imagine esses números para sua realidade. Quanto você consegue economizar por mês? Se você se empenhar no mundo dos investimentos, não duvido que consiga rendimentos maiores do que 1,3% por mês!

Crédito da foto: michelleelise

Análise fundamentalista x Análise técnica

Nesse post irei abordar um assunto conhecido de todo mundo. Trata-se das diferenças entre a análise fundamentalista e a análise técnica. Acredito que todo blog que se mete a falar de investimentos deveria pelo menos tocar nesse assunto. Para não ser diferente, irei escrever um pouco sobre ele também.

No mundo da bolsa de valores existem dois principais métodos de análise de ações, a análise fundamentalista e a análise técnica. Ambas são amplamente usadas e como tudo no mundo, tem suas vantagens e desvantagens.

Pessoalmente, gosto e recomendo a análise fundamentalista (que aliás é a base de análise utilizada para a maioria dos posts desse blog).

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista baseia-se em analisar o valor intrínseco da empresa, em achar o seu preço justo. Essa escola usa como pilar a análise de lucro, faturamento, preço de mercado, perspectiva do setor, sazonalidade, etc.

Essa método demanda tempo e estudo do investidor. É necessário que ele aprenda a entender muitos indicadores e conceitos (P/L, P/VPA, EBIDITA, lucro, ativo, endividamento, sazonalidade), acompanhar notícias sobre a empresa, saber se o setor em que ela atua é promissor, identificar se é uma empresa sadia, que possiu bons líderes, etc.

Esse processo para achar o valor da empresa é chamado de Valuation e ao fazer a análise de todos esses indicadores, você terá informações suficientes para saber se é uma boa hora para comprar ações.

Análise técnica

A análise técnica, conhecida também como análise gráfica, se baseia no estudo do histórico da ação. Nela o investidor deve analisar o gráfico do papel e encontrar padrões. Esse padrões indicam uma boa hora para compra e venda.

São muitos os padrões que essa escola usa, entre elas, o IFR (Índice de Força Relativa), a média móvel, o canal de suporte e resistência.

A análise técnica é amplamente utilizada pois é relativamente fácil de aplicar. Existem inúmeros programas que analisam o histórico do papel, varrem ele em busca de padrões e indicam se é um bom momento para movimentá-lo.