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Entenda a recompra de ações

As ações da bolsa brasileira ficaram tão baratas que dezenas de empresas lançaram planos de recompra dos próprios papéis. Para os acionistas das empresas, essa é uma excelente notícia!

Nesses programas, as empresas costumam fixar um prazo para recomprar uma quantidade de ações no mercado. A Vale, por exemplo, aprovou um plano de recompra de aproximadamente R$ 5,6 bilhões, com prazo de 360 dias para execução.

As empresas que anunciaram tais planos provavelmente tem caixa em excesso, o que mostra uma situação financeira confortável para enfrentar a crise. Outro fator importante é que essas empresas consideram suas ações sub-precificadas (ninguém melhor do que a própria empresa para conhecer seu valor).

Portanto, podemos tirar algumas conclusões quanto as empresas que anunciaram plano de recompra:
1) Situação financeira confortável: A empresa tem caixa suficiente para encarar a crise, pois se deu ao luxo de comprar mais ações.
2) Ações sub-precificadas: O preço das ações está muito abaixo do seu valor justo.
3) Utilização do caixa: O caixa gasto para recompra não seria tão eficiente no crescimento da empresa (explicação no fim do post).

Vamos ver abaixo quais são as consequências posteriores ao processo.

Quais são as conseqüências positivas?
» Efeito positivo para as cotações, que tendem a subir (ou cair menos).
» Economia de caixa no pagamento de dividendos ou aumento do pagamento de dividendos por ação.
» Ganho financeiro, caso a empresa mantenha as ações em tesouraria e resolva vender a preços mais justos . A outra opção seria o cancelamento das ações compradas, que aumentariam o valor das ações nas mãos dos acionistas.
» Evita ameaças hostis de aquisição, pois a empresa passará a ter maior poder de voto.

Quais são as consequências negativas?
» Redução do patrimônio líquido da empresa, aumentando índice de endividamento sobre patrimônio líquido.

Selecionei abaixo as empresas que anunciaram planos de recompra de ações recentemente. O que podemos ter certeza é que todas elas consideram suas ações sub-precificadas no mercado. Mas para afirmar se a empresa realmente está saudável financeiramente, temos que analisá-las individualmente levando em consideração o endividamento em dólar, caixa disponível, índices de liquidez e capacidade de geração de caixa.

Para a Vale, o plano de recompra pode ser considerado positivo, uma vez que a empresa vai utilizar no máximo R$ 5,6 bi dos seus R$ 30 bi disponíveis. Além disso, a empresa já anunciou que tem caixa para manter seu plano de investimentos de 2009.

Já para a PDG Realty, podemos considerar desnecessário o gasto de 20% do caixa para recomprar ações. Isso porque o setor de construtoras é diretamente afetado pela falta de crédito, desaquecimento das vendas e aumento na taxa de juros.

Empresas que anunciaram planos de recompra recentemente:

Empresa
Código
Recompra R$
Caixa**
Data
Link
Vale
VALE5
5,6 bilhões
30 bilhões
16/10
Unibanco
UBBR11
400 milhões
3 bilhões
24/10
CSN
CSNA3
265 milhões
3 bilhões
04/08
Klabin
KLBN4
134 milhões
2 bilhões
15/10
Energias do BR
ENBR3
110 milhões
700 milhões
06/10
Amil
AMIL3
98 milhões
1,2 bilhão
02/10
PDG Realty
PDGR3
80 milhões
430 milhões
22/10
M Dias Branco
MDIA3
44 milhões
150 milhões
11/09
ALL Logistica
ALLL11
34 milhões
2,4 bilhões
03/10
Tempo Particip.
TEMP3
17 milhões
290 milhões
21/10
SulAmérica
SULA11
16 milhões
3,7 bilhões
07/10
JHSF
JHSF3
13 milhões
200 milhões
20/10
Cremer
CREM3
12 milhões
—-
17/10
Bematech
BEMA3
11  milhões
168 milhões
22/08
Brasil Brokers
BBRK3
9 milhões
262 milhões
17/09
Fert. Heringer
FHER3
7 milhões
253 milhões
10/10
Banco Pine
PINE4
6 milhões
15 milhões
01/10
Tegma
TGMA3
7 milhões
176 milhões
28/02
Trisul
TRIS3
6 milhões
155 milhões
17/10
Eztec
EZTC3
6 milhões
246 milhões
21/08
Sofisa
SFSA4
5 milhões
60 milhões
14/10
Mangels
MGEL4
5 milhões
270 milhões
17/10
Profarma
PFRM3
3 milhões
44 milhões
07/08
Contax
CTAX4
1 milhão
341 mi
08/09

*Valor estimado de acordo com as cotações do dia 27/10/2008.
** Item “Disponível” do balanço patrimonial de 2T08 ou 3T08 do site Fundamentus. Não é apenas caixa, mas a capacidade de geração de caixa (títulos, investimentos e outros itens realizáveis a curto prazo). Apenas no caso da CSN foi utilizado o relatório 2T08 fornecido pela própria empresa.

Reinvestir caixa ou recomprar ações?

Uma pergunta que podemos fazer é: será que se as empresas reinvestissem este dinheiro ao invés de recomprar suas ações, teriam maior retorno?

Uma idéia da resposta você pode obter no resumo do Sergio da reunião anual de 2004 da Berkshire Hathaway. Neste reunião, Warren Buffet passou a idéia de que nem toda empresa é eficaz no reinvestimento do caixa. Além disso, nem toda empresa deveria reinvestir todo o seu lucro líquido.

Isso nos remete ao indicador ROIC (retorno sobre capital investido), que nos diz o quanto a empresa é eficaz em crescer com reinvestimento de lucro. Empresas com alto ROIC deveriam utilizar o máximo de caixa possível para reinvestimento, enquanto que empresas com baixo ROIC poderiam usar parte do lucro para distribuir em forma dividendos ou recomprar ações quando estiverem sub-precificadas.

Se pensarmos em uma cenário de recessão mundial para os próximos anos, talvez faça sentido reinvestir menos dinheiro na empresa, pois o crescimento esperado de todas as economias estão sendo revistados para baixo.

Empresas para investir na crise

A forte volatilidade dos mercados está deixando muitos investidores enjoados. O sobe e desce da bolsa deve continuar nos próximos meses, principalmente pela incerteza das medidas emergenciais do governo americano para conter os efeitos da crise. Pode demorar muitos meses para o capital estrangeiro voltar e elevar o preço das ações a patamares mais justos.

A queda no preço das ações abriu grandes oportunidades de compra em todos os setores. Apesar disso, os investidores estão mais cautelosos em suas escolhas. Pensando neste cenário, resolvi selecionar algumas empresas que devem sofrer menos com a crise e a possível desaceleração do crescimento asiático.

Entre os critérios que utilizei para esta seleção estão:
- empresas voltadas principalmente para o mercado interno;
- com receita previsível;
- que não utilizam matéria-prima importada;
- que não são relacionadas a commodities metálicas (que sofrerão reajustes no próximo ano);
- boas pagadoras de dividendos;
- pouco especulativas (e pouco negociada por estrangeiros);

Nem todas as empresas respeitam todos os filtros acima. As empresas abaixo estão longe de formar uma carteira, são apenas sugestões para uma análise mais aprofundada.

CCR Rodovias (CCRO3)

Setor
Concessão de Rodovias
Preço Atual
R$ 25,00
Valor de Mercado
R$ 10 bi
P/L
16,25x
P/VPA
5,85x
ROE %
36%
Crescimento Médio 5a
17,2%
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Aquecimento no setor automotivo brasileiro, mesmo com crédito apertado;
» Internacionalização da CCR na concessão norte-americana Northwest Parkway, mostrando diversificação regional;
» Crescimento de 7,5% no tráfego de veículos em 2008;
» Ganhos de sinergia com a concessão do Rodoanel, por interligar rodovias da própria CCR.

Pontos negativos:
» Preço do petróleo em alta pode impactar negativamente o fluxo de veículos;
» Aumento na SELIC no médio prazo pode desfavorever venda de automóveis a prazo;
» Imprevistos de regulamentação do setor de concessões.

AB Note (ABNB3)

Setor
Consumo /Cartões
Preço Atual
R$ 14,90
Valor de Mercado
R$ 767 mi
P/L
11,01x
P/VPA
2,30x
ROE %
20,9%
Cresc. Médio 5a
26,1%
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Líder no segmento de cartões magnéticos, sistemas de identificação (impressão digital, RFID) e serviços gráficos.
» Novo contrato com Banco do Brasil e governo (CNH e identidade);
» Múltiplos atrativos (P/L e P/VPA);
» EBTIDA recorde em 2T08;
» Substituição de cartões magnéticos para cartões com chip;
» Receita relacionada com o mercado interno.

Pontos negativos:
» Grandes clientes concentram boa parte da receita da empresa, criando grande dependência;
» IPO recente: concentração de ações nas mãos de estrangeiros.

Eletrobrás (ELET3)

Setor
Energia Elétrica
Preço Atual
R$ 28,30
Valor de Mercado
R$ 32 bi
P/L
13,08x
P/VPA
0,39x
ROE %
3,0%
Cresc. Médio 5a
10,5%
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Lançamento dos ADRs nível 2 (negociadas em NY);
» Líder no setor de energia;
» Receita previsível, com quase todo potencial de energia contratado;
» Pagamento de dividendos nas ações ordinárias (acima de R$ 9 por ação).

Pontos negativos:
» Riscos políticos, por se tratar de uma estatal;
» Risco de apagão elétrico.

Aços Villares (AVIL 3)

Setor
Siderurgia e Metalurgia
Valor de Mercado
R$ 3 bi
Preço Atual
R$ 0,90
P/L
7,85x
P/VPA
3,16x
ROE
40,3%
Cresc. Médio 5a
5,3%
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Bom momento da indústria automobilística nacional;
» Recentemente Gerdau comprou 28,88% do capital da empresa por R$ 1,30, muito acima do patamar atual;
» Possibilidade de OPA (fechamento de capital), já que apenas 12% das ações estão no mercado (free-float);
» Quase 80% do volume de vendas está relacionada ao mercado interno, reduzindo os resultados negativos do desaquecimento externo;
» Pouco especulativa e com baixa liquidez: baixa volatilidade na crise.

Pontos negativos:
» Desaquecimento da produção mundial de aços causaria menor demanda de laminadores. Mas vale ressaltar que China e Índia estão na fase inicial de crescimento, que tem como característica o maior consumo de ferro, e não aço;
» Desaceleração da economia americana, européia e asiática;
» Aumento na taxa básica de juros no médio prazo poderia desacelerar o crescimento nas vendas de carros;
» Volatilidade no preço das commodities metálicas.

AES Tietê (GETI4)

Setor
Energia Elétrica
Preço Atual
R$ 15,40
Valor de Mercado
R$ 5,8 bi
P/L
9,57
P/VPA
9,24
ROE
96,6%
Cresc. Médio 5a
13,9%
Download Relatórios

Pontos positivos:
» 100% da energia contratada pela Eletropaulo até 2015;
» Geração de caixa estável e previsível;
» Dividend Yield acima de 10%.

Pontos negativos:
» Burocracia em licenças ambientais para obra Jirau pode atrasar cronograma;
» Risco de apagão elétrico.

Lembre-se que as crises abrem grandes oportunidades de compra. O investidor em valor (value investor) está dormindo tranquilo, pagando muito barato por boas empresas.

Repetindo a citação do Warren Buffet: “Preço é o que você paga, valor é o que você tem”. O valor das ações continuam nos mesmos patamares, os preços que desabaram!

Empresas para investir no “boom” do setor de automóveis

Junto com a construção civil, as empresas relacionadas ao setor imobiliário impulsionaram o crescimento do PIB Industrial, que foi o principal destaque do primeiro trimestre de 2008.

Entre 2004 e 2007, a compra do primeiro carro 0 km cresceu 284%. Já neste ano, as vendas acumuladas até maio tiveram um crescimento de mais de 30% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Por esta razão, resolvi selecionar as principais empresas com capital aberto que são beneficiadas por este “boom” no setor. Não são apenas as montadoras que aumentam seus lucros. Existem também as seguradoras de veículos, fabricantes de peças de manutenção, sucroalcooleiras e concessionárias de rodovias.

Entre os fatores que contribuiram para o aquecimento do setor automobilistico estão:
» o alongamento do prazo de financiamento pelos bancos em até oito anos;
» crescimento da classe média (migração da classes “D” e “E” para C)
» redução da taxa de juros básica de 20% (2005) para menos de 12% (veja gráfico);

 

De olho no futuro:
» 85% dos carros produzidos serão Flex até 2010 (maior consumo de álcool);
» Carros chinêses começam a sers vendido no Brasil em 2008, com preço de popular
» financiamento longo pode causar inadimplência e desistência (aumento da venda de usados recém-comprados);
» continuidade dos investimentos no setor (com investment grade);

Das empresas listadas abaixo, recomendo estudo da Metal Leve, Fras-Le, Mangels, Plascar, São Martinho. Empresas que requerem grande cuidado e estudo: CCR, Cosan e seguradoras.

Petrobrás e Usiminas são excelentes empresas que fazem parte da carteira de muitos investidores fundamentalistas. Apenas recomendo cautela para compra nesse período eufórico. Muitas pessoas cometem o erro de concentrar as todas as compras em um intervalo muito curto de tempo, correndo o risco de pegar uma época de alta.

Empresa
Setor*
Valor*
P/L
P/VPA
Δ PL 5a
Δ Rec. 5a
Liq.*
Div*
Relatórios
Metal Leve

Pistões, Válulas

100%
1,2
9,8
2,23
10%
6,40%
1,3
0,76
Fras-le

Lonas de carros e caminhões

100%
0,4
9,7
1,93
150%
8%
2,23
0,68
Mangels

Rodas de Liga Leve e Aços

31%
0,3
7,4
1,34
50%
11,80%
2,13
1,76
Plascar

Pára-choques, painéis, portas

100%
0,8
16,6
3,03
27,20%
1,05
0,47
Sul América

Seguradora

27%
3
8,7
1,5
1,43
0,13
Porto Seguro

Seguradora

39%
4,4
12,1
2,39
200%
-46%
1,38
CCR

Rodovia e pedágios

100%
13
22,0
8,4
190%
18,80%
1,16
1,25
Petrobrás

Energia - Petróleo, Gás

416
17,1
3,45
185%
17,60%
1,31
0,35
Cosan

Álcool/Cana

33%
57,07
2,1
2,09
-29,80%
6,22
0,7
São Martinho

Álcool/Cana

44%
2,6
1,61
2,03
0,29
Usiminas

Aço, Placas, Auto Peças

21%
43,6
13,7
3,33
300%
9,10%
2,17
0,3
1) Setor: Porcentagem da receita relacionada com setor automotivo
2) Valor: Valor de mercado em bilhão (número de ações x preço por ação)
3) Liq: Liquidez Corrente (Ativo Circulante / Passivo Circulante)
4) Div: Dívida Bruta / Patrimônio Líquido

Indicadores positivos:
» Petrobrás, Usiminas e Fras-le pelo crescimento do patrimônio líquido em nos últimos 5 anos;
» Mangels e Sul América pelos múltiplos muito abaixo da média setorial;
» Plascar pelo forte crescimento da receita nos últimos 5 anos;
» São Martinho pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 61% acima do seu patrimônio líquido);
» Mangels pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 34% acima do seu patrimônio líquido);

Indicadores negativos:
» Cosan e Porto Seguro pela queda na receita líquida (negativo);
» Plascar, pela baixa liquidez corrente;
» CCR por estar com valor de mercado mais de 8x maior do que seu patrimônio líquido (P/VPA);
» Cosan, pelo P/L baixo (seria positivo, mas precisamos descobrir as causas)

Onde investir após Investment Grade - Small Caps

Após recebimento do segundo sêlo de investment grade pelo Brasil, os investidores precisam decidir em quais papéis apostar.

Neste post vou mostrar algumas opções interessantes, que seguem mais a linha de “investimento ativo”. Existem pequenas jóias do mercado que ainda não foram descobertas pelos estrangeiros e podem virar destaque pós-investment grade.

Que setores devem ser beneficiados?
O consenso do mercado é que as grandes beneficiadas serão as empresas que dependem de empréstimos de longo prazo, como as imobiliárias e bancos, e as diretamente ligadas ao consumo interno.

Largecaps ou Smallcaps?
É muito provável que o investidor tenha empresas como Petrobrás, Vale, Gerdau, Usiminas, Aracruz e VCP em sua carteira de longo prazo. O que muita gente não sabe, é que elas já possuíam o selo de grau de investimento muito antes do Brasil. Isto significa que já existiam fundos do exterior investindo nessas empresas.

Apenas agora, com o segundo sêlo, o Brasil passa a receber oficialmente o grau de investimento. Com isso, alguns fundos estrangeiros poderão investir nas small caps (muitos fundos utilizam a política de investir apenas em países com tal classificação).

A seleção de Small Caps e Mid Caps
Benjamin Graham chama de investidor empreendedor aquele que investe ativamente, analisando empresas em busca de jóias sub-precificadas. Abaixo faremos uma lista de algumas small caps e mid caps interessantes e cabe ao leitor, analisá-las com maior profundidade.

Obs: No exterior, costuma-se considerar mid cap empresa com valor de mercado inferior a US$ 8 bilhões (dólares) e small cap abaixo de US$ 1 bilhão.

As recomendações abaixo estão longe de formar uma carteira, mas podem servir de início para uma investigação mais apurada. Acredito que Small Caps e Mid Caps podem ser mais exploradas, principalmente pelos investidores jovens que tem o longo prazo a seu favor. Nos próximos vamos esclarecer melhor como analisar os indicadores abaixo (Liquidez, P/VPA, ROE, Crescimento de PL, entre outros).

Sadia (SDIA4)

Setor
Consumo
Preço Atual
R$ 13,80
Valor de Mercado
R$ 9,5 bilhões
P/L
11,83x
P/VPA
3,1x
Cresc. PL 5a
87%
ROE %
18%
Liquidez Corrente
1,97
Endividamento Geral
1,85
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Receita operacional cresceu 24% em 2007
» Taxa de crescimento nos últimos 5 anos superior a 10% ao ano.
» Demanda aquecida no mercado externo
» P/L abaixo da média do setor (Perdigão com P/L acima de 35x)
» Joint Venture com Kraft Foods no mercado de queijos
» Forte crescimento do patrimônio líquido, que cresceu 200% de 2001 para 2008. Isto mostra o compromisso da empresa em reinvestir os ganhos em novas fábricas, P&D (pesquisa e desenvolvimento) e aquisições.

Pontos negativos:
» Recente alta nas ações deixa menos espaço para valorização
» Perde competitividade com queda do dólar no curto-prazo, pois 50% das vendas são para exterior
» Embargo causado por problemas sanitários, principalmente no setor agícola (newcastle, gripe aviária).

Banco Pine (PINE4)

Setor
Bancário (Crédito)
Preço Atual
R$ 12,90
Valor de Mercado
R$ R$ 1,1 bilhão
P/L
6,71x
P/VPA
1,44x
ROE %
20%
Liquidez Corrente
1,21
Endividamento Geral
6,22
Download Relatórios

Pontos positivos:
» P/L muito baixo para o setor
» Crescimento de 98% no lucro líquido no 1T08.
» Crescimento de 133% na carteira de clientes empresariais (1T07 e 1T08)
» IPO recente no subprime penalizou as ações nos últimos meses.
» Captação mais barata no exterior, com o Investment Grade.
» Crédito consignado (descontado na folha de pagamento) reduz o risco de crédito e é um dos principais produtos do banco.

Pontos negativos:
» Empresa pouco líquida corre grande risco em momentos de crise (vide crise de liquidez atual dos EUA). O índice de liquidez corrente está em 1,2x, o que é baixo para uma empresa de crédito deste porte.
» Financiamento de automóveis em prazos longos pode trazer risco de crédito, já que o consumidor brasileiro não esta acostumado a esses longos períodos de financiamento.

Hypermarcas (HYPE3)

Setor
Consumo
Preço Atual
R$ 21,99
Valor de Mercado
R$ 3,3 bilhões
P/L
9,90x *
P/VPA
4,85x
ROE
???
Liquidez Corrente
1,38
Endividamento Geral
1,80
Download Relatórios
* Calculado a partir de nossa projeção do lucro líquido usando dados do 1T08

Pontos positivos:
» Investimentos em marketing e aquisições com dinheiro captado no IPO.
» Múltiplo P/L muito atraente para o setor (Unilever internacional está próxima de 16x).
» Valor intangível de marcas como Engov, Epocler, Zero Cal, Assolan não entram na contabilidade (não são mensuráveis).
» Crescimento de 32% no EBITDA ajustado (comparação entre 1T07 e 1T08).
» Diversificação do portfólio de produtos.

Pontos negativos:
» Índice de liquidez muito baixo para o setor. Natura, Saraiva, Drogasil, estão entre 1,5x e 2,4x.
» Recente alta nas ações deixa menos espaço para valorização
» IPO muito recente costuma apresentar alta volatilidade.
» A ação pouco negociada na bolsa (baixa liquidez de negociação).
» Lei do Silêncio: Bancos e corretoras não podem comentar a empresa em IPOs recentes. Cabe ao leitor analisar por conta própria, assumindo os próprios riscos.

Fertilizantes Heringer (FHER3)

Setor
Fertilizantes
Valor de Mercado
R$ 1 bilhão
Preço Atual
R$ 23,49
P/L
13x
P/VPA
2,0x
ROE
16%
Liquidez Corrente
1,30
Endividamento Geral
1,64
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Múltiplo P/L e VPA muito atraente para o setor (Fosfértil com P/L em 23x e Yara Brasil 29x).
» Forte demanda com crescimento populacional e de renda. Setor em estágio inicial de ciclo de alta.
» Setor promissor de biocombustível/álcool.
» É indiferente a ‘modismo’ do setor agrícola, pois é utilizado em todos tipos de plantação (feijão, cana de açúcar, milho, soja, café, etc.)
» Forte crescimento nos resultados 1T08 (crescimento de 90% na EBTIDA e 81% na receita líquida).
» Redução em 31% nas despesas (de venda, gerais e administrativas). Com isso, a margem líquida subiu 7% em relação ao mesmo período do ano passado.
» Crescimento de 10% na fatia de mercado (Market Share subiu de 12,7% para 13,9%).
» Historicamente, o 3º e 4 trimestre apresentam resultados fortes e representam cerca de 70% das vendas. Por este motivo, pode ser interessante a compra desses ativos antes dos terceiro trimestre.

Pontos negativos:
» Crescimento no preço dos insumos para produção em mais de 70% nos últimos 12 meses.
» Redução na margem de lucro dos agricultores pode ser negativa para o setor, ainda mais com a valorização do real no curto-prazo.
» Sazonalidade causa discrepância nos resultados trimestrais.
» Boa parte dos insumos para produção dos fertilizantes são importados, o que pode ser negativo (mercado prevê valorização do dólar no longo prazo). Essa dependência cambial não pode ser compensada, já que a empresa está voltada para o mercado interno.

Mangels (MGEL4)

Setor
Rodas e Aço
Preço Atual
R$ 16,78
Valor de Mercado
R$ 294 milhões
P/L
7,76x
P/VPA
1,4x
Crescimento PL 5a
25%
ROE
18%
Liquidez Corrente
2.13
Endividamento Geral
2.47
Download Relatórios

Pontos positivos:
» Extremamente beneficiada com aumento da venda de automóveis
» Alongamento do financiamento do automóvel deixa mais dinheiro para usuários gastaram com acessórios (rodas de liga leve).
» Maior plano de investimentos da história, iniciado em 2007. No total, estão sendo investidos R$ 192 milhões entre 2007 e 2009.
» Mercado de aço aquecido (construção civil e setor de automóveis). A empresa vende para setores: automobilístico, construção civil, autopeças, eletrodomésticos.
» 94% da receita está ligada ao mercado interno, que é o mais beneficiado com o Investment Grade.

Pontos negativos:
» Endividamento elevadíssimo (Divida Bruta/Patrimônio está em 174%).
» Margem líquida apertada de 6%. A empresa precisa trabalhar para melhorar esta margem, com corte de despesas.
» Crescimento do patrimônio líquido baixo para o setor. De 2001 para 2008 o PL subiu apenas 42%, de 140 milhões para 200 milhões. Com este novo plano de investimento a empresa deve acelerar este crescimento nos próximos anos.

O Investidor Jovem não se responsabiliza pelas decisões de investimento tomadas com base nas idéias aqui exprimidas, nem pela exatidão e/ou veracidade dos dados aqui colocados.