Quanto custa manter um carro?

Comprar o primeiro carro é o sonho de consumo de todo jovem. Com o alongamento do prazo de financiamento e redução na taxa básica de juros, muitos conseguiram realizá-lo.

Apesar do blog falar sobre jovens e investimentos, resolvi escrever este post depois de descobrir que meu carro é o maior devorador de orçamento mensal que tenho, considerando que ainda moro com meus pais e estudo em faculdade pública.

O primeiro passo de qualquer investidor, é saber poupar. Neste sentido, vale a pena descobrir para onde está indo o dinheiro que deveria ser investido.

Os cálculos que vou fazer são da estimativa das despesas de um Gol City 1.0 Totalflex (anterior ao novo Gol), incluindo gastos anuais com seguro, IPVA, depreciação, combustível, manutenção, estacionamento e até custo de oportunidade (que iremos explicar posteriormente).

Modelo do carro: Gol City 1.0 Totalflex
Valor do carro zero:
R$ 27.676,00 (?)

Gastos fixos (R$ 3.968,00)
  • IPVA 4% (?) - R$ 1.383,80/ano
  • Seguro obrigatório (?) R$ 85,00/ano
  • Seguro R$ 2.500,00/ano (perfil jovem)
Despesas (R$ 3.043,91)
  • Depreciação (5% ao ano - estimativa pelo site da FIPE) R$ 1.383,35/ano
  • Custo de oportunidade= R$ 1.660,56/ano

    (investir o dinheiro, ao invés de comprar o carro: poupança rendendo 6%)

Gastos Variáveis (R$ 2.528,00)
  • Manutenção e peças (pneus, filtro de óleo e ar, pastilhas, fluídos) - R$ 750/ano
  • Troca de pneus a cada 2 anos = R$ 1.000,00 = R$ 500/ano
  • Estacionamento - R$ 150,00
  • Combustível - R$ 1.128,00/ano

    (8km/l | R$ 1,25/l | 600km/mês)

Total: R$ 9.539,91/ano

O valor parece absurdo, mas é real. Muitos se iludem com os baixos valores mensais de financiamentos e esquecem que pagar o carro é apenas o primeiro desafio.

Como conseqüência, podemos ver o aumento na quantidade de carros vendidos com baixa quilometragem, já que muitos não conseguem arcar com as despesas mensais e financiamento do veículo.

Antes de comprar seu primeiro carro, faça as contas e veja se vale a pena. É assim que um investidor jovem deve pensar.

* Por mais assustador que pareçam esses valores, fui conservador. No meu caso, gasto mais que o dobro de gasolina, estacionamento e manutenção. Também desconsiderei que jovens tomam multas e batem o carro com mais frequência. Outro fator que ignorei é o custo de oportunidade da vaga do prédio que utilizo, já que poderia ganhar dinheiro alugando a vaga.

Crédito da foto: andrew_mrt1976’s

Vai começar a investir agora? Leia esse post primeiro


Uma das maiores dificuldades para conseguir um investimento de sucesso é traçar uma estratégia. E mais difícil do que traçá-la é segui-la.

Qualquer investidor, por mais iniciante que seja, precisa ter em mente um plano, uma regra, uma estratégia de investimento que deve ser seguida ao longo do tempo.

Vou comentar nesse post alguns parâmetros que sigo para traçar a minha.

O primeiro de todos: Quanto de risco você está disposto a correr?

Essa pergunta é básica e todo o investidor deve fazer uma auto-análise para ver o quanto de risco está disposto a correr.

Quanto maior o risco, maior o lucro (ou prejuízo).

Eu me considero um investidor de risco médio-alto. Mantenho em minha carteira de ações 70% em blue ships (empresas grandes e consolidadas como Petrobrás e Vale) e 30% em small caps (empresas pequenas e com boas chances de crescimento como Mangels e Confab) e dinheiro especulativo (apostas para o curto-prazo).

Qual o tempo que você vai deixar o seu dinheiro investido?

Uma regra que você tem que ter clara é por quanto tempo seu dinheiro ficará aplicado. Você planeja comprar um carro ou um apartamento? É um dinheiro que só vai ser usado na aposentadoria? Vai usá-lo para pagar sua viagem de formatura? Vai pagar uma pós-graduação?

Após fixado o prazo, aloque sua carteira de acordo com o tempo que ela ficará investida. Quanto menos tempo, menor deve ser a parcela em investimentos de risco como ações.

Minha carteira é para longo prazo, algo em torno de 10 anos. Levando em conta o risco que quero correr (médio-alto) e o prazo vou ficar investido, divido minha carteira da sequinte maneira: 40% em renda fixa, 30% em multimecados e 30% em ações.

Que tipo de análise você seguirá?

Existem dois tipos de análise para a compra e venda de ações: a fundamentalista e a técnica. Estude as duas profundamente e veja qual tem mais o seu perfil. Ambas têm suas vantagens e desvantagens, mas nenhuma é 100% certa ou 100% errada.

Eu, como um investidor de longo prazo, optei pela análise fundamentalista. Gosto de escolher minhas empresas pelo que elas realmente são. Antes de comprar qualquer ação, analiso seu valor intrínseco, suas projeções, a perspectiva do setor, etc.

Utilizo a analise técnica apenas para ver se é uma boa hora para compra. Sempre dou uma olhada no gráfico, vejo seu IFR (índice de força relativa), sua tendência. Mas em nenhum momento uso essa análise escolher a empresa que vou investir, apenas para achar uma possível hora para entrar

Após a compra, acompanhe as notícias e relatórios da empresa

Depois de adquirir ações de uma empresa, não jogue-as no limbo. Acompanhe sempre o que ela está fazendo, as aquisições, as reestruturações. É um costume trabalhoso.

Uma vez a cada quinze dias dê uma procurada por notícias das suas empresas, leia o que a mídia está falando dela. Você pode usar esse site para procurar www.google.com/news.

Mantenha uma disciplina e siga o seu plano

Esse é o item mais difícil. Após traçar sua estratégia de investimento, siga ela a risca. Com toda a certeza do mundo, você passará por crises na bolsa. É nessa hora que um investidor fraco se distingui de um investidor de sucesso. É muito difícil manter a disciplina quando você comeca a perder dinheiro.

Sempre que ficar nervoso com as oscilações do merdado, reveja suas estratégias. Pensem no prazo que você fixou, nos ganhos acumulados desde que comecou a investir, leia esse post de como agir em épocas de crise, mantenha a cabeça fria.

O momento que estamos vivendo agora é um ótimo exemplo para testar a sua disciplina.

 

crédito da foto: http://www.more4kids.info/index.php?tag=saving-money

Como investir em épocas de crise?

Num momento delicado como o que estamos passando, a melhor estratégia para um investidor consciente é manter-se calmo e racional.

Todo investidor, por mais iniciante que seja, precisa seguir uma estratégia ao investir. Ele precisa ter claro em sua mente os prazos de seu investimento, o tipo de estudo que vai fazer para comprar ações (análise fundamentalista ou técnica), a alocação do dinheiro que vai para ações, renda fixa, multimerdados.

Em uma época como essa é que o investidor é testado. É na crise que sabemos se ele será capaz de investir conscientemente e seguir a estratégia traçada para seus investimentos.

Vou listar três simples fatos que podem tranqüilizar um o investidor.

Historicamente, a bolsa sempre sobre

Durante toda a vida da bolsa, houveram dezenas de crises, umas mais fortes que as outras, mas todas tiveram sua baixa recuperada após algum tempo.

Veja esse gráfico de 5 anos de bolsa. Em nenhum momento a bolsa parou de subir no longo prazo.

Seus R$0,60 na verdade valem R$1,00

Existem duas expressões comuns no mercado financeiro, o “valor de mercado” de uma empresa e o seu “valor intrínseco”.

O valor intrínseco nada mais é do que o valor que a empresa realmente vale, ou seja, o seu valor levando em conta o lucro, patrimônio liquido, perspectivas do setor, fluxo de caixa, etc.

O valor de mercado de uma empresa é o valor que o mercado de ações está dando para ela naquele instante. Esse valor é indicado pelo valor de sua ação.

Na bolsa, boa parte das empresas está com o seu valor de mercado menor do que seu valor intrínseco. Em uma época de crise como essa nada mais racional do que pensar no valor intrínseco da empresa em que você investe e deixar a euforia e nervosismo do mercado de lado.

A excelente chance de comprar papeis de boas empresas

Quando ocorre uma queda forte, uma ótima oportunidade para compra aparece. A premissa básica de qualquer investidor (e que o mega investidor Warren Buffet sempre cita) é “comprar na baixa e vender na alta”. Não existe conta mágica, é pura matemática.

Créditos das fotos: advfn e oscarbjarna

Encontrando as pechinchas do mercado: Value investing

Como já dizia o grande investidor Warren Buffet, “Preço é o que você paga, valor é o que você tem”.

Pense nessa frase e imagine que você possa comprar uma nota que vale R$ 1,00 por apenas R$ 0,60. Essa “metáfora” é utilizada freqüentemente para ilustrar o investimento em valor (value investing).

No mercado de ações, boa parte das empresas está com seu valor de mercado inferior ao valor intrínseco (“valor real” da empresa). Isso significa que você pode comprar boas empresas com grandes descontos.

Pela análise do Banco Safra divulgada hoje, poderíamos comprar ações da Usiminas hoje por R$ 62,95 (preço) quando na realidade elas valem R$ 103,50 (valor). Isso representa um desconto de 40%. O potencial de valorização pode ser melhorado ainda mais se pensarmos nas perspectivas de crescimento da empresa. Mas para este post, é o suficiente considerar que estamos pagando barato.

Com esse pensamento, é fácil entender o motivo pelo qual os investidores em valor dormem tranqüilo. Eles sabem que fizeram um bom negócio e não se preocupam com as crises, pois as utilizam como oportunidades de compras.

Não é apenas no mercado de ações que isso acontece. Revendedores de carros costumam pagar menos que o valor intrínseco do carro para conseguir uma margem de lucro maior. Pense agora no mercado imobiliário americano. O movimento de queda do mercado pela crise subprime está criando boas oportunidades para buscar desse desconto do valor intrínseco.

Como descobrir o valor intrínseco?

O valor intrínseco é encontrado através da análise fundamentalista com análise dos lucros, patrimônio líquido, fluxo de caixa descontado, perspectivas dos setores, entre outros fatores. A metodologia depende do modelo de valuation utilizado.

Para a maioria das pessoas, é suficiente acompanhar os relatórios e stock guides divulgados por grandes bancos e traçar uma média de valor intrínseco apenas para ter uma idéia da ordem de grandeza do “desconto” que estamos procurando.

Stock Guides abertos na internet:

» Banco Safra
» Elite Corretora

Como utilizar o investimento em valor para caçar pechinchas do mercado?

Como sempre dizemos, utilizar apenas um indicador é desaconselhável. Um bom desconto no preço de uma empresa pode embutir algum perigo judiciário ou má fase da empresa.
Não acredite sempre nos stock guides dos bancos. Nem sempre eles estão atualizados com o valor intrínseco justo e normalmente são ajustados trimestralmente e podem ficar defasados.

Recomendo a utilização desse indicador de “desconto” (100% - valor de mercado/valor intrínseco) apenas como um “filtro”. Uma utilização interessante seria restringir suas compras em papéis com descontos superiores a 40%, para minimizar os riscos. Nos próximos meses o mercado deve continuar em liquidação!

Compre barato e durma tranqüilo!

Pechincas do mercado de acordo com Stock Guide do Safra:
(lembre-se que um bom desconto nem sempre indica boa compra)

Empresa
Preço*
Valor*
Desconto*
Upside*
Petrobrás
R$ 35,16
R$ 55,13
36%
57%
Gerdau
R$ 31,50
R$ 48,32
35%
53%
Usiminas
R$ 64,25
R$ 103,50
38%
61%
Duratex
R$ 27,48
R$ 61,21
55%
123%
Ambev
R$ 89,50
R$ 166,50
46%
86%
1) Preço: Cotação em 29/07/2008
2) Valor: Stock Guide do Safra de 28/jul/2008
3) Desconto: (1 - Preço/Valor)
4) Upside: (Valor/Preço - 1)

Principais erros dos iniciantes da bolsa

Este post descreve alguns dos principais erros cometidos por iniciantes na bolsa. Para quem já sabe o que está fazendo, alguns dos itens podem não parecer um “erro”, mas sim uma estratégia de investimento.

1) Concentrar compras em um período curto de tempo

É muito comum ver iniciantes investindo grande reserva de dinheiro de uma vez só. Mas o mercado é imprevisível, não sabemos se estamos comprando antes de um período de grande queda.

Por esta razão, é interessante fazer compras em períodos espaçados para conseguir um preço médio justo. Boas oportunidades de compra surgem para aqueles que sabem aguardá-las.

2) Investir dinheiro que vai precisar no curto prazo

O movimento do mercado é imprevisível e irracional no curto prazo. Investir dinheiro comprometido, mesmo em uma excelente empresa sub-precificada, é uma péssima idéia. O mercado só passa a ser racional no longo prazo.

Muitos investem reservas financeiras em especulações de curto prazo e acabam vendendo as ações na baixa, exatamente quando precisam do dinheiro.

Para quem precisa do dinheiro no curto prazo, vale a pena investir em títulos públicos ou fundos de renda fixa. Caso opte pela primeira opção, procure casar o vencimento do título com a data em que vai precisar do dinheiro (se precisar do dinheiro em 1 ano, compre um título que vença em um ano).

3) Seguir carteiras mensais sugeridas por bancos

Bancos e corretoras costumam montar uma carteira concentradas com até 10 ativos e atualizam mensalmente. A idéia parece interessante, mas acaba sendo uma sacanagem com os investidores.

O grande problema é que o dinheiro gasto com corretagem e imposto de renda acabam corroendo o lucro (isso quando ele existe). Movimentar mensalmente a carteira dá muito trabalho, pois você pode acabar perdendo o incentivo de isenção de IR e precisa fazer cálculos mensais.

Nessa condição, o investidor acaba conseguindo rendimentos bem inferiores ao próprio Ibovespa. Quem fica rico, no final, são os bancos.

4) Comprar na alta e vender na baixa

Pode parecer óbvio que ninguém vai comprar na alta e vender na baixa. Mas quem segue a euforia o mercado, tem grandes chances de fazer isso.
Comprar quando todos estão comprando e vender no desespero quando todos estão vendendo, é seguir o mercado. E ao fazer isso, você pode perder muito dinheiro.

Buffet e outros grandes investidores ensinam que precisamos fazer o contrário. Comprar quando todos estão vendendo, e vender quando todos estão comprando (ou seja, comprar na baixa e vender na alta). Obviamente que as ações compradas precisam ser de empresas que se encaixam em sua estratégia.

5) Ficar 100% comprado em ações, sem reserva

Para investidores de longuíssimo prazo (20, 30 anos) pode até fazer sentido um posicionamento total em ações. Mas isso nunca deve ser feito.

O motivo é simples: Historicamente, o mercado sempre apresenta grandes quedas. Essas quedas são excelentes oportunidades de compra para quem possui reserva. Entre as últimas quedas estão:

  1. Nov/1998: Crise da Rússia;
  2. Dez/2000: Bolha da internet;
  3. Jan/2008: Sub-prime e recessão norte-americana.

Na bolha da internet, o índice Dow Jones caiu pela metade e o Nasdaq caiu para 1/3 de seu valor. Uma excelente oportunidade de compra para quem possuía reservas!

Graham propõe em sua obra The Intelligent Investor uma exposição entre 25% e 75% em ações e o restante em títulos. Quando mais precificado (“caro”) o mercado fica, menor a exposição em ações.

Nessa situação, sempre teremos uma reserva para comprar ações sub-precificadas após grandes quedas de mercado.

6) Misturar dinheiro especulativo com investimentos de longo prazo

É difícil ficar longe das especulações do dia-a-dia. O que não podemos fazer é confundir o dinheiro de longo prazo com o especulativo. Investimentos de curto prazo precisam ter objetivos bem definidos (tanto de lucros quanto de prejuízos).

Pessoas que não limitam a perda em especulação de curto prazo acabam deixando aquele prejuízo como um investimento de longo prazo. O problema é que na especulação, a empresa geralmente não é analisada em seus fundamentos e esse “investimento” desfundamentado acaba virando um pesadelo.

7) Seguir recomendações de blogs, fóruns e amigos

Suspeite de qualquer dica quente ou recomendação, mesmo que do seu melhor amigo. Afinal, quem vai amargurar o prejuízo é você. Mesmo aquelas “dicas quentes” que circulam nos bastidores do mercado financeiro podem ser perigosas, pois você pode ser o último e receber tal dica.

Isso é válido também para bancos, que às vezes recomendam empresas que nunca comprariam na mesma situação. Veja o caso Henry Blodget que recomendava, em nome do Merril Lynch, a compra de empresas que sabia ser um lixo.

O que eu considero muito perigoso são as recomendações que circulam na internet, fóruns e comunidades. Todos os dias eu vejo pessoas recomendando compra “micos” para iniciantes, que mal sabem que essas empresas não valem nada (a maioria delas está com patrimônio líquido negativo, ou seja, falida). Alguns exemplos: TELB4, TOYB4, WISA4, GAZO4, ESTR4, HOOT4.

Minha recomendação para quem está começando?

Leia muito! Relatórios, textos sobre grandes investidores, livros sobre análise fundamentalista, relatórios anuais das empresas. Em breve lançaremos a parte do blog com links para sites interessantes.

A partir de quanto dinheiro devo investir na bolsa?

Essa é uma pergunta que alguns amigos meus já me fizeram e eu acho que vale a pena um post para explicar.

A resposta é: A partir de qualquer quantia! A diferença é o jeito que você vai investir!

Para quantias pequenas de até R$ 2.000, recomendo investir através de fundos do seu banco. Todos os bancos dispõe de fundos de ação, sejam eles exclusivos da Petrobrás ou Vale ou fundos mais diversificados que investem em setores específicos ou que buscam seguir indicadores como o ibovespa.

Para quantias maiores, a partir de R$ 2.000 eu recomendo investir através de corretoras de valores.

Por que?

A explicação é puramente matemática. Mas antes eu irei explicar brevemente as taxas que são cobradas em cada caso.

No caso de um fundo de investimento

Quando você investe em ações através de um fundo de investimento, você paga o Imposto de renda e a Taxa de administração.

O imposto de renda de um fundo de investimento em ações é fixo em 15%.

A taxa de administração é a quantia que os bancos cobram para gerenciar o seu dinheiro. O valor costuma variar de 1% a 4% por ano e incide sobre o valor investido. Na tabela de rentabilidade do fundo, essa taxa já vem deduzida.

No caso de uma corretora

Quando você investe em ações através de uma corretora de valores, você paga o Imposto de Renda, a taxa de custódia e a taxa de corretagem.

O Imposto de Renda só é cobrado se você vender mais de R$20.000 num mês e obtiver lucros. Se vender menos do que isso você é isento.

A taxa de custódia é a mensalidade da corretora. Muitas corretoras hoje em dia não cobram mais essa taxa.

A taxa de corretagem é um valor que você paga quando faz uma compra ou uma venda de ações. Esse valor muda de corretora para corretora. A Ágora, por exemplo, cobra R$20,00 de corretagem e a Ativa R$15,00.

Explicando

Suponha que você vá comprar R$1000,00 em ações da Petrobrás.

Se você for aplicar pelo fundo do banco, não pagará nada pela compra, apenas o IR no saque e a taxa de administração anual.

Se você for comprar pela corretora (suponha que estamos usando a corretora Ágora). Você pagará só por fazer a compra, R$20,00 de corretagem. R$20,00 é 2% de R$1000,00 e isso nos diz que só para seu investimento pagar a corretagem ele terá que render 2%! E pior, quando você vender, você pagará mais R$20,00!!

Quando você for fazer compras acima de R$2000,00 a corretagem começa a ser diluída e aí sim começa a valer.

Observações extras

O imposto de renda, a taxa de custódia e a taxa de administração também devem ser analisadas na hora de escolher por qual meio investir, porém, para ser mais didático, preferi focar só na corretagem pois é onde incide o maior peso e os investidores inexperientes não tomam cuidado.

Existem muitas corretoras que cobram a corretagem levando em conta a quantidade de dinheiro movimentado. Nesses casos, é o calculo fica mais perigoso e essa regrinha dos R$2000 não se aplica.

Crédito da foto: Jay D

Gurus de investimento: Warren Buffett

Acredito que na vida sempre é bom termos pessoas como exemplo, seja pelos seus atos, pelo seu caráter, pelos seus pensamentos. Iniciaremos no blog uma série de posts sobre os maiores investidores do mundo para mostrar como pessoas normais tiveram grande sucesso financeiro investindo em empresas.

O primeiro guru de investimento que quero comentar é o que teve mais sucesso dentre todos, o Warren Buffett. Ele manteve o posto de homem mais rico do mundo por 13 anos e hoje possui uma fortuna estimada de 62 bilhões de dólares. Historicamente obteve um retorno anual de 22,3% durante 36 anos.

O método de Buffett é simples. Seus passos são facilmente seguidos por qualquer pessoa que consiga manter uma disciplina. Ele consiste basicamente em 4 passos, sendo que o primeiro deles é o mais difícil de obedecer.

Passo 1: Desligue-se do Mercado de ações

O mercado de ações é movido por pessoas. Pessoas são facilmente afetadas por emoções momentâneas. Se o mercado está bom as pessoas ficam eufóricas e excitadas, se ele está mal, a tendência é se deprimirem.

Buffett diz que um investidor nunca deve permitir que o mercado dite seus atos. Se você seguir a euforia momentânea da multidão, certamente terá um grande insucesso em seus investimentos.

Passo 2: Não deixe a economia incomodar

Como ocorre com o mercado de ações onde pessoas desperdiçam tempo se incomodando, o mesmo não deve ocorrer com os indicadores econômicos.

O futuro econômico é incerto, ninguém tem o poder de prevê-lo com exatidão. Buffett diz que o investidor que busca investimentos baseados em projeções econômicas é um tolo. Ele deve preferir empresas que lucre independentemente da economia, empresas que possam lucrar na maioria dos cenários.

É claro que forças macroeconômicas podem afetar os negócios, mas na média, as empresas escolhidas devem lucrar mesmo com esses declínios.

Buffett dá um simples exemplo, a maioria dos homens tem que se barbear e as mulheres se depilar, logo a Gillette é uma boa empresa para investir, pois seu mercado nunca deixará de existir.

Passo 3: Compre uma empresa, não uma ação

Estime o valor intrínseco da empresa. O valor que você pagar por ela deve ser em média 40% mais barato do valor intrínseco que estimou.

Buffett diz que uma empresa deve ser escolhida seguindo alguns princípios:

  • Simplicidade: as companhias devem ser fáceis de entender, o investidor deve saber claramente de onde vem o lucro, as vendas, a receita, as despesas da empresa
  • Experiência: a empresa deve ter passado em sua história por diferentes ciclos econômicos, ela deve mostrar habilidade suficiente para contornar dificuldades e aproveitar oportunidades
  • Perspectiva a longo-prazo: a melhor empresa é aquela que vende um produto necessário ou desejável e sem substituto próximo
  • Bons administradores: Um dos principais pontos é saber quem administra a empresa. O gerente é honesto com seus acionistas? Ele sabe como administrar sua equipe? Ele sabe como reinvestir os lucros?
  • Foque no patrimônio líquido não no lucro por ação: um investidor deve medir o desempenho da empresa pelo crescimento do patrimônio líquido e não por quanto a ação gerou de renda no período
  • Margem de lucro e reinvestimento: a empresa deve sempre trabalhar com uma alta margem de lucro e que para cada dólar retido a empresa deve ter aumentado pelo menos um dólar em seu valor de mercado

Venda suas ações somente quanto:

  • o valor de mercado ultrapassar significativamente o valor intrínseco
  • a empresa não estiver crescendo a uma taxa satisfatória
  • precisar de dinheiro para investir em uma empresa melhor

Passo 4: Seu portfólio de empresas

Buffett acredita que diversificar demais a carteira só é necessário quando os investidores não sabem o que estão fazendo. Ele diz que um investidor inteligente é capaz de escolher de cinco a dez companhias com preços sensatos e que possuam vantagens competitivas a longo-prazo, a diversificação tradicional não faz sentido.

LImite-se aos investimentos que consiga entender. De outra forma você nunca conseguirá medir o verdadeiro valor daquilo que investe.

Desvendando os Dividendos - Parte 2/2

Como reinvestir dividendos (e outros proventos)?

Muitos investidores não dão atenção para o dinheiro que é entra na conta bancária como pagamento de dividendos. O motivo é simples: normalmente representam menos de 2% do valor investido. Com isso, este dinheiro precioso acaba não sendo reinvestido e são rapidamente consumidos pelos gastos do dia-a-dia. No curto prazo pode parecer pouco, mas reinvestir os dividendos aumenta incrivelmente a rentabilidade de uma carteira de longo prazo.

Uma dica para manter a disciplina é investir todo dinheiro recebido em um fundo de renda fixa até juntar um montante suficiente para ir “as compras”. Depois de algumas décadas você terá mais ações da empresa e, consequentemente, receberá mais proventos (no longo prazo esta prática cria uma curva de rentabilidade exponencial semelhante a do juros composto). A vantagem é que as aplicações de renda fixa não pagam taxa inicial de aporte ou corretagem (mas lembre-se que aplicações de curto prazo pagam IOF).

É interessante fazer o controle de todos os proventos recebidos durante o ano. A CBLC envia relatórios mensais com esses valores e as empresas das quais você é sócio são obrigadas a enviar o informe de rendimento anual com Juros Sobre Capital Próprio e Dividendos. Na prática, a maioria das empresas não envia informe dos dividendos, então cabe a você fazer esse controle. No Ajuste Anual de Imposto de Renda você também deve declarar tudo, mas isso falaremos em nosso guia de IR online que pretendemos lançar.

Reinvestimento automático - Algumas empresas e bancos possuem serviço de reinvestimento automático de dividendos em ações. A Vale possui este serviço desde 2005.

Porque os dividendos são isentos de IR?

Como dissemos no posta anterior, dividendos representam uma parcela do lucro líquido. Acionistas não precisam pagar imposto de renda pois a própria empresa já o fez.

Caso queira se aprofundar no assunto, veja como funciona a Demonstração de Resultado de Exercício, que é obrigatória para empresas de capital aberto. Ela mostra como é calculado o lucro líquido de uma empresa.

Selic como limitadora de dividend yield

Podemos ver que o dividend yield dificilmente supera a taxa básica de juros. Primeiro pois uma empresa, mesmo com pay-out elevado, dificilmente consegue tamanho lucro. Mas vamos supor que uma empresa saudável atinja um dividend yield acima da taxa básica de juros.

A “rentabilidade” dos dividendos acima da taxa de juros já seria suficiente para atrair investidores em renda fixa para tais ações. Além do mais, empresas saudáveis tendem a valorizar no longo prazo. Por esta razão, raramente uma empresa saudável tem o dividend yield acima da taxa de juros (os maiores dividend yield estão sempre abaixo da Selic, que serve como um limitante deste indicador).

Já uma empresa que estava com boa rentabilidade passada, mas passa por períodos de dificuldades no presente (desastre natural, problemas judiciais), pode apresentar um dividend yield elevado. Isso se deve pois o dividend yield considera resultado passado, mas o preço das ações reflete uma situação presente. Então, uma elevação brusca do dividend yield deve ser vista com cautela, ainda mais para empresas que historicamente não tinham este indicador tão elevado.

Empresa Yield
Transmissão Paulista 13,00%
Eletropaulo 13,00%
SELIC 11,75%
Eternit 11,41%
Telefônica 11,04%
Aês Tietê 9,84%
CPFL 9,3%
Energisa 9,15%
Santander 8,74%
Equatorial 8,53%
Souza Cruz 7,55%
Brasil Telecom 7,71%
Comgás 7,12%
Grendene 6,66%

Na tabela acima podemos ver um exemplo de empresa que apresentou bons resultados no passado, mas está sofrendo no presente. As ações da Eternit despencaram após notícia da proibição do uso de amianto. Por este motivo, seu dividend yield está altíssimo. Mas veja o que o mercado não deixou a ação cair mais, um indício dessa “teoria” de que a Selic limita o aumento do dividend yield.

Desvendando os Dividendos - Parte 1/2

Pela Lei das S.A., as empresas são obrigadas a distribuir pelo menos 25% do lucro líquido do exercício em forma de dividendos. Esta taxa é conhecida como pay-out e varia entre 25% e 100% (empresas com prejuízo no último exercício não distribuem dividendos). Distribuir 25% de dividendos significa manter os outros 75% do na empresa em forma de reinvestimento - essencial para o crescimento da empresa.

Neste ponto de vista, podemos considerar que a parte do lucro destinado aos acionistas minimiza o crescimento da empresa. Para um investidor com perfil de Warren Buffet, que compara a compra de ações com um casamento para a vida inteira (”Our favorite holding period is forever“), o dividendo passa a ser uma remuneração justa. Há quem defenda que este dinheiro já era direito do acionista, por ser dono de uma parte da empresa.

Neste e no próximo irei comentar sobre algumas curiosidades relacionadas a este tema.

Data “ex-dividendos” - é possível ganhar dinheiro no curto-prazo com dividendos?

Quem nunca pensou em comprar uma ação apenas para receber dividendos no curto prazo? Parece um método brilhante de conseguir dinheiro, mas se fosse verdade, todos o fariam. Todas as empresas divulgam as data “ex-dividendo” da ação. Se você abrir o pregão com a ação na carteira na data em que o papel passa a operar “ex-dividendos”, você terá direito a recebê-los (normalmente poucos meses depois).

Agora imagine que você compre essa ação um dia antes da data ex-dividendos e ganhe esse direito de receber 3% de dividendos. Isso significaria um rendimento de 3% em apenas um dia, certo? Errado! Isso não acontece pois a cotação da ação é ajustada para baixo na mesma proporção de modo a cancelar este rendimento.

Isto significa que se no dia anterior o fechamento da ação foi em R$ 100,00, a ação vai abrir a R$ 97,00. O que acontece é que as vezes o mercado não acredita nessa diferença de 3%, e a ação acaba voltando aos patamares de R$ 100,00. Esse aumento pode ocorrer no mesmo dia ou demorar um tempo.

Então valeria a pena comprar uma ação na abertura do dia ex-dividendo, pensando apenas na valorização “pós-queda”? Nem sempre, pois esse ajuste no preço tem fundamentos e o mercado pode demorar a precificar esta ação ao patamar anterior.

Correlação entre P/L e pay-out

Se compararmos o indicador P/L e o pay-out de empresas, podemos encontrar uma correlação interessante. Empresas que tem pay-out elevadíssimo podem ter um P/L abaixo da média. Para explicarmos o porquê desta correlação, precisamos verificar quais têm pay-out elevado.

Entre os setores que apresentam pay-out elevado podemos citar as de concessionárias de rodovias, elétricas, saneamento e ferroviárias. Normalmente este tipo de empresa depende de concessões do governo que duram muitos anos e, algumas vezes já atingiram o nível de “saturação de crescimento”, não necessitando imediatamente de capital para novos investimentos. Existem também empresas que não reinvestem o lucro pois preferem captar dinheiro com empréstimos.

Agora que sabemos o tipo de empresa que tem pay-out elevado, podemos fazer a correlação com um P/L. Como vimos em um post anterior, o P/L é a razão entre preço da ação e lucro líquido por ação. Normalmente o preço da ação de uma empresa já embute uma expectativa de crescimento futuro. Isso significa que empresas com forte crescimento anual costumam apresentar P/L elevado.

As empresas que não reinvestem o lucro e também não captam empréstimos, crescem menos. Desta forma, o preço da ação não embute esta expectativa de crescimento, reduzindo o indicador P/L.

Reinvestir lucro líquido ou buscar empréstimos?

Existe o caso específico das empresas que distribuem grande parte do lucro líquido em dividendos e para compensar, injetam capital “novo”. Isto acontece com frequência em empresas que obtêm empréstimos ou lançam debêntures no mercado (podemos o caso das Lojas Americanas, que distribui mais de 90% do lucro líquido, mas investe capital utilizando empréstimos).

Quando as empresas precisam de caixa para realizar grandes projetos (como a concessão do Rodoanel, por exemplo), é possível captar dinheiro através de emissão de debêntures ou financiamentos de longo prazo (veja esta notícia sobre o financiamento da CCR).

Na realidade, faz sentido captar dinheiro em um empréstimo de longo prazo para uma obra que trará benefícios também de longo prazo. Isso explicaria o motivo pelo qual uma empresa pode ter P/L e pay-out alto. Mas existe uma questão a ser levantada:

Será que se a empresa mantivesse o lucro líquido reinvestido a taxa Selic, não seria um capital mais barato do que um empréstimo de longo prazo?

Essa é uma decisão que a empresa precisa fazer, levando em conta seu custo de oportunidade.

No próximo post falaremos sobre a isenção do IR sobre dividendos e o motivo pelo qual algumas pessoas acreditam que a Selic pode ser limitadora da taxa dividend yield.

Empresas para investir no “boom” do setor de automóveis

Junto com a construção civil, as empresas relacionadas ao setor imobiliário impulsionaram o crescimento do PIB Industrial, que foi o principal destaque do primeiro trimestre de 2008.

Entre 2004 e 2007, a compra do primeiro carro 0 km cresceu 284%. Já neste ano, as vendas acumuladas até maio tiveram um crescimento de mais de 30% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Por esta razão, resolvi selecionar as principais empresas com capital aberto que são beneficiadas por este “boom” no setor. Não são apenas as montadoras que aumentam seus lucros. Existem também as seguradoras de veículos, fabricantes de peças de manutenção, sucroalcooleiras e concessionárias de rodovias.

Entre os fatores que contribuiram para o aquecimento do setor automobilistico estão:
» o alongamento do prazo de financiamento pelos bancos em até oito anos;
» crescimento da classe média (migração da classes “D” e “E” para C)
» redução da taxa de juros básica de 20% (2005) para menos de 12% (veja gráfico);

 

De olho no futuro:
» 85% dos carros produzidos serão Flex até 2010 (maior consumo de álcool);
» Carros chinêses começam a sers vendido no Brasil em 2008, com preço de popular
» financiamento longo pode causar inadimplência e desistência (aumento da venda de usados recém-comprados);
» continuidade dos investimentos no setor (com investment grade);

Das empresas listadas abaixo, recomendo estudo da Metal Leve, Fras-Le, Mangels, Plascar, São Martinho. Empresas que requerem grande cuidado e estudo: CCR, Cosan e seguradoras.

Petrobrás e Usiminas são excelentes empresas que fazem parte da carteira de muitos investidores fundamentalistas. Apenas recomendo cautela para compra nesse período eufórico. Muitas pessoas cometem o erro de concentrar as todas as compras em um intervalo muito curto de tempo, correndo o risco de pegar uma época de alta.

Empresa
Setor*
Valor*
P/L
P/VPA
Δ PL 5a
Δ Rec. 5a
Liq.*
Div*
Relatórios
Metal Leve

Pistões, Válulas

100%
1,2
9,8
2,23
10%
6,40%
1,3
0,76
Fras-le

Lonas de carros e caminhões

100%
0,4
9,7
1,93
150%
8%
2,23
0,68
Mangels

Rodas de Liga Leve e Aços

31%
0,3
7,4
1,34
50%
11,80%
2,13
1,76
Plascar

Pára-choques, painéis, portas

100%
0,8
16,6
3,03
27,20%
1,05
0,47
Sul América

Seguradora

27%
3
8,7
1,5
1,43
0,13
Porto Seguro

Seguradora

39%
4,4
12,1
2,39
200%
-46%
1,38
CCR

Rodovia e pedágios

100%
13
22,0
8,4
190%
18,80%
1,16
1,25
Petrobrás

Energia - Petróleo, Gás

416
17,1
3,45
185%
17,60%
1,31
0,35
Cosan

Álcool/Cana

33%
57,07
2,1
2,09
-29,80%
6,22
0,7
São Martinho

Álcool/Cana

44%
2,6
1,61
2,03
0,29
Usiminas

Aço, Placas, Auto Peças

21%
43,6
13,7
3,33
300%
9,10%
2,17
0,3
1) Setor: Porcentagem da receita relacionada com setor automotivo
2) Valor: Valor de mercado em bilhão (número de ações x preço por ação)
3) Liq: Liquidez Corrente (Ativo Circulante / Passivo Circulante)
4) Div: Dívida Bruta / Patrimônio Líquido

Indicadores positivos:
» Petrobrás, Usiminas e Fras-le pelo crescimento do patrimônio líquido em nos últimos 5 anos;
» Mangels e Sul América pelos múltiplos muito abaixo da média setorial;
» Plascar pelo forte crescimento da receita nos últimos 5 anos;
» São Martinho pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 61% acima do seu patrimônio líquido);
» Mangels pelo P/VPA (seu valor do mercado está apenas 34% acima do seu patrimônio líquido);

Indicadores negativos:
» Cosan e Porto Seguro pela queda na receita líquida (negativo);
» Plascar, pela baixa liquidez corrente;
» CCR por estar com valor de mercado mais de 8x maior do que seu patrimônio líquido (P/VPA);
» Cosan, pelo P/L baixo (seria positivo, mas precisamos descobrir as causas)

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